Não foi Corinthians...

Foto: Ari Pereira/ Lance

Noite de quarta feira, dia de Libertadores, o torcedor corintiano desde o ano passado trata esse dia da semana de modo diferente, após uma final épica contra o Boca que deu o título a equipe brasileira, e quis a tabela que esse seria o mesmo adversário das oitavas de final deste ano.

Após o primeiro jogo em La Bombonera com um time que era tudo menos o Corinthians em campo, acabou sucumbido diante do Boca e saiu de lá com um resultado adverso e um futebol também desconhecido. E até o jogo da volta foram longos e demorados 14 dias.

Porém o dia chegou e com ele a confiança de uma virada, após uma boa atuação no domingo frente ao Santos no primeiro jogo da final do Paulistão, uma equipe com garra, intensidade, um Corinthians chegando bem próximo daquele que fomos acostumados a ver ano passado, e por isso a esperança era de uma jornada de sucesso.

Mas do outro lado estava o Boca, tão temido por tantos adversários e com um treinador que jamais foi eliminado por um time brasileiro e que simplesmente possui quatro libertadores em seu currículo invejável, o treinador Carlos “El Mago” Bianchi, o “Senhor Libertadores” que era a força extracampo e a quem o Boca apostava suas fichas.

Também tinha outro velho conhecido do torcedor brasileiro, Juan Román Riquelme, fora de forma, com uma idade um pouco avançada e sem ritmo de jogo, está longe de ser aquele Riquelme de tempos atrás, assim como o clube a quem ele defende, mas em um lance que foi uma mescla de genialidade e esperteza, um golaço, ele abriu o placar e o Boca ficava muito mais próximo da vaga.

A tarefa ficou mais árdua, mais complicada, mas era o Corinthians, um time que a torcida não abandona e foi empurrando o time, um jogo com muitos erros de arbitragem que prejudicaram o alvinegro, que aliás agora vamos ver a postura da Conmebol. 

Porém tirando tudo isso, faltou aquilo que vimos no domingo: A intensidade, o controle da partida, o domínio que o time tanto precisava, tinha lampejos ao longo da partida, mas longe de ser aquele Corinthians, que precisava de um pouco mais para a conquista da vaga.

No segundo tempo Paulinho deu esperanças, porém foram em vão, mais um gol mal anulado pela arbitragem e o jogo terminou em 1 a 1 e o Corinthians deu adeus a Libertadores de 2013. E parabéns ao Boca que mesmo com um time bem inferior ao do Timão, conseguiu equilibrar as coisas e passou para a próxima fase e vai encarar o Newell’s Old Boys nas quartas.

Após essa eliminação não temos que criar crise, não sou defensor da caça as bruxas, até porque não há necessidade, e nem de sair cornetando todo mundo, temos que analisar alguns pontos: Precisa-se repensar no time titular, principalmente no setor ofensivo, Emerson Sheik foi muito importante na Libertadores de 2012, isso foi inegável, mas após ela não vem rendendo bem, já no setor defensivo temos o Alessandro, a história dele pelo Corinthians é sensacional mas também não podemos viver só de gratidão, foi legal o que fizeram pelo Corinthians, mas também poderia dar chances a aqueles que estão bem melhores fisicamente e tecnicamente, por merecimento, palavra que Tite tanto usa em seus comentários sempre quando é perguntado sobre quem deve jogar.

Agora temos uma final de Paulistão pela frente, não era o objetivo desse primeiro semestre mas agora é, e a vantagem é nossa, cabe ao Corinthians mostrar a força que todos sabem que tem, voltar a ser o Corinthians que tanto me acostumei a ver, aquele que não desiste dentro de campo e que quando é preciso dar de bico pra fora, vai lá e faz.

É fazer a parte dentro de campo que a torcida faz a dela fora das quatro linhas, seja na Vila, seja no Pacaembu, seja no Japão, ou até no sofá, ali estará o apoio do seu torcedor, por todos os cantos estará ecoando o grito de VAI CORINTHIANS!  Como sempre fez e como sempre vai fazer, nas horas boas e nas horas ruins.

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Autor: Carlos Alberto

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