Incógnita Coxa Branca



Foto: Geraldo Bubniak
Para a minha estreia no C11 representando o meu amado Coritiba, trago um breve balanço sobre o inicio do ano do Alviverde paranaense e minhas expectativas sobre o Brasileirão, que para o Coxa, começa neste domingo (26), contra o Atlético-MG.

 A última semana foi um perfeito retrato do que está sendo o ano até então para o Cori: cheio de altos e baixos.

O Verdão sagrou-se tetra campeão paranaense e levantou o 37º troféu da competição, mas o caminho para tal oscilou entre grandes goleadas (7x0 contra o Rio Branco) e derrotas inexplicáveis (3x2 para o Paraná, dentro do Couto Pereira, tabu de 17 anos quebrado). Não gosto de menosprezar nenhum adversário, nem de caracterizá-los como “grandes” ou “pequenos”, mas é perceptível quando um elenco é mais forte que outro. O Coritiba tem um elenco forte a nível estadual e possui um padrão tático citado como referência até pelo técnico da seleção brasileira. E algumas derrotas ocorreram por mérito dos adversários, mas também pela sonolência do time da capital.

Quarta-feira passada, mais uma surpresa: a Derrota (sim, derrota maiúscula!) para o Nacional – AM, pela Copa do Brasil também surpreendeu e deixou a torcida preocupada e até apavorada. E mesmo os mais otimistas puseram-se a pensar: o que pode acontecer?

Alex é a grande referência no elenco atual, isso é inegável, mas um time não se faz apenas de um jogador. Temos outros bons jogadores, como Deivid (que nos últimos tempos não vem jogando tão bem, mas tem qualidade), Rafinha, Willian e garotos que podem vir a ajudar a equipe e que já mostraram que são capazes, como por exemplo, José Rafael. Ainda teremos a volta do zagueiro Emerson, Bottinelli (que infelizmente ainda nem estreou) e Keirrison, que mesmo sabendo que precisarão de um tempo para pegar forma e ritmo, podem contribuir para uma campanha positiva neste Brasileirão.

Porém, precisamos de reforços e quem sabe trocar o técnico, como a maioria pede, mas na minha humilde opinião, o que precisamos mesmo é de união, vontade. O resgate da alegria de jogar futebol, a alegria que vi, por exemplo, em 2011 em que também não tínhamos o melhor elenco do Brasil, nem o técnico mais badalado, mas mesmo assim conquistamos recordes, a primeira final na Copa do Brasil, e uma posição no Brasileiro que só não resultou em Libertadores, devido a um tropeço na última rodada.

A torcida quer e pede voos mais altos, e não é de hoje. Quem sabe esse ano possa surpreender a todos, até a própria nação Coxa Branca. Mas para isso: raça, força, coração nos pés, foco, Coritiba!
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Autor: Geane

Paranaense, 21, quase jornalista. Amante da escrita e do Coritiba Foot Ball Club. Blogueira futebolística.
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