[Análise Tática] Preparação para o Brasileirão: O grande teste do Inter de Dunga



No 7º post da serie "preparação para o Brasileirão", vamos trazer o Internacional, que de comandante novo "papou" tudo no Rio Grande do Sul ganhou os dois turnos e antecipou o título Gaúcho em duas semanas. Juntando as duas conquistas do Estadual o Inter somou 14 vitórias, 5 empates e 2 derrotas. Marcou 37 gols e tomou 12. Forlán com 9 gols e Damião com 8 gols foram artilheiros do time. 

Dunga começou a carreira de técnico na Seleção Brasileira, ficou de 2006 até a eliminação na Copa do Mundo de 2010. Por lá 60 jogos, 42 vitórias, 12 empates e 6 derrotas, ganhou uma Copa América e uma Copa das Confederações, aproveitamento de 76,7%. Depois de 2 anos e meio parado, Dunga aceito o convite do clube que o revelou e onde encerrou a carreira. Como jogador, Dunga ficou marcado pelo estilo raçudo em campo, ganhou a Copa do Mundo de 1994 como capitão do time.


Dunga inovou com longa pré-temporada e aprimorou a base tática: um 4-3-1-2 com Fred alternando entre meia e volante e sintonia entre Damião e Forlán. Ofensivo, o ataque marcou 20 gols na Taça Piratini, incluindo a goleada de 5×0 sobre o São Luiz, na cidade natal de Dunga, Ijuí. Com laterais “espetados” no campo de ataque e muitas vezes se defendendo num 4-2-3-1 com D´Ale partindo na direita e Fred na região central, o Inter sobrou com 4 vitórias, 3 empates e apenas uma derrota, com os reservas, para o Lajeadense.

Na Taça Farroupilha, efetivou Willians e Airton, recuperados fisicamente, e apostou na categoria de D’Alessandro para puxar a armação do time. Com Fred pela esquerda, cada vez mais como meia e laterais bem agudos no apoio, o Inter perdeu apenas uma vez, para o Veranópolis de Julinho Camargo, e sobrou com 8 vitórias em 10 jogos, melhor ataque com 17 gols a e melhor defesa, mostrando o equilíbrio que já é marcante do Inter de Dunga.

Na contramão do 4-2-3-1, esquema mais usado atualmente, a variação para o 4-2-2-2 brasileiro é a mais presente: Fred alinha com D’Alessandro, Damião e Forlán ficam na área e a jogada inicia com um lateral ou com Willians. Fred transita com naturalidade entre volante e meia e é um dos destaques da campanha estadual. Na imagem, o Inter ataca no esquema típico dos anos 1990: Fred e D’Ale alinhados pelo meio, Damião e Forlán na área e um lateral, no caso Gabriel, apoiando pelo lado da jogada:


Também chama a atenção o comportamento dos laterais: agudos, apoiam ao mesmo tempo e criam opções de virada de jogo pelos lados quando o Inter ataca. Durante o jogo contra o Juventude, por várias vezes Fabrício e Gabriel alinharam com Fred e D’Alessandro, entrando na área e cruzando para Damião. Essa foi uma característica marcante do Internacional em todo o estadual, para aproveitar o ímpeto ofensivo dos dois jogadores. Willians por vezes cobria Gabriel, enquanto que Airton ficava imediatamente à frente da zaga. Na imagem, Fabrício e Gabriel estão no ataque quando o Inter perde a bola, apontados pelas setas:

O grande teste do Internacional em 2013 será no Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil quando afunilar, tem um bom time, bem armado, mais ainda precisa bater grandes adversários para se firmar, impor respeito. Tem nomes de peso e um bom treinador com boas experiencias e um ideia tática interessante. Como estadual não é parâmetro, vamos aguardar para ver se o Inter "aguente o rojão" com este novo elenco.
Abraços,


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Autor: Unknown

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