[Análise Tática] Preparação para o Brasileirão: A reconstrução do melhor Corinthians da história

No terceiro post da serie "Preparação para o Brasileirão", trazemos ao leitor que acessa o C11, "o melhor Corinthians da história", o atual campeão da Libertadores e do Mundo, tem, sem dúvidas o esquema que mais funciona no Brasil. É incrível a obediência tática do time de Tite, todos os jogadores executam as funções com maestria, é muito difícil (e quase não acontece) ver o alvi-negro nervoso, desesperado ou tenso dentro de campo. A além do rotulo de "time", por não ter um só grande jogador, mais sim um grande conjunto, o atual Corinthians se mostra muito tranquilo nas situações mais tensas.

Tite voltou ao Corinthians em Outubro de 2010. (sucedendo a Adilson Batista) Aquele era o ano do centenário do time, então a busca por um titulo era o principal objetivo da diretoria, o time ficou nas oitavas-de-final da Libertadores caindo para o Flamengo quando Mano Menezes era o técnico, Mano assumiu a seleção Brasileira, deixando o Corinthians na parte de cima no Nacional. Adilson Batista assumiu, teve alguns bons resultados, mais não resistiu a uma serie de resultados negativos no segundo turno. 


O Gaúcho que estava no Al-Whada, dos Emirados Árabes Unidos assumiu no clássico contra o Palmeiras, onde saiu vencedor, o treinador comandou o time por mais 7 rodadas no Campeonato Brasileiro, e teve a liderança até a 36ª rodada. Perdeu o titulo para Fluminens e terminou a competição em 3º. 



Acima o 4-3-1-2 de 2010 quando Tite assumiu, em 7 jogos o Corinthians venceu 5, mais os 2 que empatou, foram providenciais para a não conquista do título nacional. As boas saídas de Elias e Jucilei fizeram com que o time ganhasse a meia e tivesse mais posse de bola, B.César (o chuta-chuta) centralizado armava e circulava no ataque, junto a Dentinho, perto de Ronaldo. 


Em 2011, o Corinthians precisou de apenas 33 dias para perder o primeiro semestre, a eliminação para o Tolima na pré-Libertadores, despertou a fúria dos alvi-negros, com protestos direcionados para todos os lados, até a Ronaldo "Fenômeno". (chamado de "gordo safado" por uma organizada) 


Tite perdeu William e Elias, achou no estadual "tempo vago" para rearmar o time para o Campeonato Brasileiro, chegaram L.Castán, Paulinho, William, Emerson e Liédson que se tornariam peças chave na campanha do penta campeonato Brasileiro. Em 38 jogos foram 21 vitórias, 8 empates e 9 derrotas, nas 10 primeiras rodadas foram 8 vitórias e 2 empates, com direito a um 5x0 no rival São Paulo. Líder durante boa parte do campeonato, assim foi o Corinthians que sobrou no campeonato nacional.




Acima o Corinthians Campeão Brasileiro, o 4-2-3-1 de Tite, revelou para o Brasil o ótimo Paulinho, Emerson na ponta direita cresceu nos grandes jogos, revezou com Jorge Henrique, do outro lado William foi decisivo e marcou gols importantes, centralizado ora Danilo ora Alex comandavam o meio-campo Corintiano. "um 4-2-3-1 organizado e executado com marcação avançada e obsessiva, posse de bola (chegou a ter 72%), intensidade, movimentação e presença marcante no campo de ataque." Definiu André Rocha na época no Olho Tático do Globoesporte.com"


Então veio 2012, o objetivo era (ainda) a conquista da tão sonhada Libertadores da América, o Corinthians da primeira fase não foi o mesma da segunda, mudanças na escalação, mas não no modo de jogar, invicto na primeira fase (4 vitórias e 2 empates) Tite se viu obrigado a mexer no time, sacou Julio César (após seguidas falhas no estadual) e Liédson (que atravessara péssima fase e não marcava mais gols). 


Com um 4-2-3-1 que se confundia com 4-2-2-2, Tite "achou" Cássio que se tornaria um paredão na Libertadores e Alex um "falso 9" com rara inteligencia tática. O Compromisso tático alvi-negro era gigante, Emerson e J.Henrique, os pontas, sempre recompunham a marcação com velocidade e raça, as trocas entre Alex e Danilo na referência eram coordenadas conforme a necessidade. Então a tão sonhada conquista veio contra o Boca Jrs. 




Acima o desenho tático do Campeão da América. Para a disputa do Mundial, Tite perdeu Alex e ganhou Guerreiro (que se tornaria herói no Japão) e Douglas (que voltara ao clube após 2 anos). Para o Mundial o desenho foi o mesmo 4-2-3-1 com Guerreiro na referência, ora Danilo na ponta, ora Jorge Henrique, ora Douglas centralizado e um Emerson mais sumido que de costume foram as mudanças do time no Mundial. 




Para 2013 chegaram Pato e Renato Augusto, Tite ganhou algumas dores de cabeça, Emerson deixou de render o mesmo, Jorge Henrique perdeu espaço com a mudança de esquema. Na Libertadores Tite passou a usa o 4-4-2 em linha, com Renato Augusto e Danilo aberto executando muito bem o que se foi pedido, Ralf também, se tornou mais participativo. Pato e Guerreiro com intensa movimentação e troca no ataque. 


Opinião:


Corinthians e Tite caminham a passos largos para o absoluto protagonismo no Brasil, Tite se assemelha muito aos treinadores europeus na montagem do time, o Corinthians se reconstruiu dentro e fora de campo, tanto financeiramente quanto em títulos de expressão, esse ano Tite completa 3 temporadas no Corinthians, com um Brasileiro, uma Libertadores e um Mundial. As ótimas opções de campo e a versatilidade dos jogadores no elenco disponíveis fazem com que o Corinthians se credencie ao Bi-Campeonato da Libertadores. O torcedor pode esperar muito do time. 


Abraços,


Rai Monteiro. 
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Autor: Unknown

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