Imagem: Terra
Após uma semana marcada pelas inúmeras escalações testadas pelo novo treinador, a equipe que foi a campo provou que Jorginho fez a escolha errada ao priorizar um meio-campo mais povoado. Seu objetivo, preservar a posse de bola, não foi alcançado. Quando o time recuperava a bola, por responsabilidade principalmente do impotente adversário, tratava de perdê-la com passes errados.
Apenas aos 27 minutos da primeira etapa, em contra-ataque iniciado pela roubada de bola de Amaral e puxado pelo veloz Rafinha, o Flamengo levou perigo. Hernane recebeu e finalizou de canhota para fora. Minutos depois, em lance semelhante, Ibson desarmou, correu meio campo com a bola dominada e tentou tirar do goleiro, após tabela, obrigando-no a fazer boa defesa.
Sem muita criatividade, o Fla só assustou nos contragolpes, tanto no primeiro quanto no segundo tempo. E, para o alento dos torcedores durante a partida, o Boavista, muito desfalcado, permitiu algumas oportunidades. O mandante esbarrava na marcação do meio-campo do Flamengo, liderado pelo fôlego de Amaral, jogador que melhor aproveitou a chance dada pelo comandante estreante.
Sem alterações, mas com um novo gás, o Mengão voltou mais agressivo para a segunda etapa e jogadores como Rafinha, deslocado para o lado esquerdo, e Cléber Santana evoluiram na partida. Ânimo que demorou pouco, substituído pela lentidão ritmada pelo meio-campo. Quem deveria inserir velocidade nesse setor, Elias, não passou de mero figurante.
Aos 15 minutos, Jorginho tentou dar nova cara ao time com a entrada de Nixon e Gabriel e a troca do 4-4-2 pelo 4-2-3-1, esquema que o novo comandante deixou claro, desde a sua chegada, que é seu preferido. O Fla ficou mais rápido e as jogadas laterais aumentaram, mas foram ineficazes devido aos chuveirinhos exagerados e mal feitos.
O Mengão tentou impôr uma pressão ao adversário a partir dos 30 minutos, sem sucesso, e não assustou mais Vinícius, goleiro do Boavista. Técnico novo, futebol antigo, com bobos erros de passes e nenhum rastro de criatividade. A tarefa de Jorginho será árdua no controle do rubro-negro, que sofre, dentro de campo, com problemas sobreviventes do péssimo ano de 2012. Quarta-feira tem nova rodada, o Flamengo precisa vencer de qualquer forma depois de seguintes tropeços, para se recuperar no 2º turno do Cariocão. Boa sorte ao Jorginho, então (e a mim também, que estou estreando agora no Camisa 11).
Por Messias Borges.

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