São Paulo 2x1 The Strongest: A pior das possibilidades


Não foi fácil. Foi complicado, difícil, muito mais do que deveria ser. Para quem esperava uma pressão gigante (até houve, mas não deu resultados) e uma goleada, até para fazer saldo, não ficou satisfeito com o 2x1. Dos resultados aceitáveis, a vitória pelo placar mínimo, de virada, no sufoco, era o pior. Mas pelo menos ganhamos.

Vocês provavelmente já viram, ouviram e leram sobre o jogo. Viram as falhas da defesa, o gol bizarro e o sofrimento da torcida até o final. Por isso, dei apenas as notas dos jogadores - e, obviamente, comentei sobre o jogo com elas.

Nota mínima: -12 [Por que 12? Desde que inventaram que esse número era importante no clube (6 + 3 + 3), Marlos e Fernandinho usaram ele na camisa. É por isso]

Nota máxima: Rogério Ceni [Nunca ninguém na história do futebol no universo conseguiu essa nota, a não ser o próprio dono da 01. E, naturalmente, só ele pode alcançá-la]

Rogério Ceni: 7,5
Não teve culpa no gol, quase deixou o dele e fez uma defesa importante - embora não difícil - no segundo tempo. No resto do jogo, fez as vezes de líbero e xingou a defesa. Não tem como dar uma nota baixa pro capitão.

Douglas: 5
"Wellington tem a bola dominada no meio-campo. Toca para Denílson. De Denílson para Jádson. Jádson passa para Douglas, que perde a bola." Foi isso que você fez no jogo. Te dou 5 pois correu bastante e acertou 1 (um) cruzamento. Agora deixa o Lucas Farias jogar, por favor.

Lúcio: 5
Lembram do lance do gol deles? Começou numa bola dominada pelo Lúcio na defesa - o zagueiro sofreu um tranco por trás e saiu com a bola. Falta não dada. Na cobrança do lateral, Lúcio desviou para a linha de fundo. Pablo Escobár bateu o escanteio, tiramos. No outro, gol deles. Sim, Escobár colocou a bola no lugar errado e tal, mas não deu para elogiar a defesa.

Rafael Tolói: 4
Tolói em noite de Rhodolfo. Inseguro, dando chutes desnecessários. Estava meio torto, perdido pelo lado esquerdo, sempre que recebia a bola tentava ajeitar o corpo. Também teve culpa no gol e em outros ataques perigosos do The Strongest. E as bolas paradas. Ai, as bolas paradas. Todo escanteio e falta é um desespero naquele miolo. Ainda confio bastante nessa dupla, mas ontem foram muito mal.

Cortez: 5
Chegou muito no ataque, mas não criou nada. Errou muitos passes e deixou avenidas lá atrás. Se o Carleto se esforçar, pega a vaga.

Wellington: 6,5
Não fez uma partida excelente - como ainda não fez esse ano -, mas correu e ajudou bastante na marcação, sobretudo quando era o único volante.

Denílson: 5
Tentou muito e acertou pouco. O time melhorou quando ele saiu.

Jádson: 6,5
Muito sumido no primeiro tempo, o que prejudicou bastante a equipe. No segundo, apareceu mais e até botou uma bola no travessão, mas sem grande destaque. Acabou substituído. Ainda está com moral pelo bom começo de temporada.

Osvaldo: 9
Rapaz, que isso que você tá jogando, hein. Chama a responsabilidade, recebe a bola, vai pra cima, dribla, chuta, faz gol. Nesse jogo, fez um gol fundamental. É, hoje, nosso diferencial, como era o Lucas. Em 2013, ninguém está melhor do que ele. 

Aloísio: 7
Ganhou mais uma chance como titular, justa, para mim. Não desapontou, fez a jogada do primeiro gol, mas não foi um dos melhores. Deve sim ser titular por ali mais vezes, mas não ganhou a posição ainda.

Luis Fabiano: 8
Ganhou nota 8 porque fez o gol mais importante do Tricolor na Libertadores até aqui. E aquela bola, por cobertura, na cara do goleiro, não podia ter errado.

Paulo Henrique Ganso: 8
Entrou muito bem. Não dá para dizer que mudou o jogo, pois o time inteiro mudou de postura na etapa final, mas entrou ligado e bem. Se posicionou perfeitamente para receber a bola do Cañete e só tocou para Luis Fabiano virar o jogo. Tá no caminho certo, Ganso.

Cañete: 7,5
Autor do melhor passe da partida. Pegou a bola na ponta-direita, trouxe para o centro e, com um biquinho de gênio, colocou a bola com o Ganso na frente do goleiro. Brigará por uma vaga no time titular.

Fabrício: 6
Não fez nada demais, mas acredito que ele e Denílson disputarão jogo a jogo a vaga de volante ao lado do Wellington.

Ney Franco: 10
Fez tudo certo. Colocou o time certo para jogar, tomou um gol totalmente inesperado e manteve a calma a beira do campo, até o time chegar ao empate. Melhorou o time para o segundo tempo, mexeu perfeitamente e conseguiu a virada. Parabéns, professor. Ontem foi nota máxima.

Juiz: -12
Meu senhor, não sei de onde você é, mas deve ter aprendido sobre as regras do futebol. Sabe quando um jogador sofre a falta, mas ela fica com um jogador do mesmo time na cara do gol? Então, existe isso, chama-se vantagem. E, não sei se você já reparou, tem um quarto de círculo desenhado na bandeirinha do escanteio. Quando há o tiro de canto, a bola deve ficar dentro daquele espaço. Ok? Entendeu? Obrigado, de nada, agora pode apitar uma Libertadores sem problemas.

The Strongest: Quase deu
Time limitado mas bem organizado - méritos de seu treinador. Vai dar trabalho nesse grupo, brigando por vaga - jogar contra eles na Bolívia vai ser um desafio imenso. No jogo, tudo tranquilo, paz no estádio; os bolivianos foram recebidos bem e sem rojões.

Pablo Escobár: Malandro é malandro, mané é mané
Chegou dizendo que sabia fazer gol no Ceni e só mostrou que não sabe as regras do escanteio. A diferença entre a jogada do gol deles e a do Ronaldinho, no último jogo, foi que o craque não fez nada de errado, enquanto o narigudo trapaceou. Um levou a virada, o outro não.






Amanhã tem Paulistão, time reserva, contra o Penapolense, em Penápolis. Semana que vem, no Pacaembu, o Tricolor volta a jogar pela Libertadores: Arsenal de Sarandí.


Fotos: Lancepress!
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Autor: Diogo Magri

17 anos, são-paulino do interior. Tenho trauma de bola parada, de pênaltis e de elogios ao goleiro antes do fim do jogo. No C11, falo de futebol europeu. Na vida, tento sofr... digo, ser jornalista.
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