Pato "obrigou" Tite a mudar o time (Foto: Agência Corinthians)
Quando Alexandre Pato chegou ao Corinthians, muitos disseram que ele disputaria posição com Guerrero. Eu sempre discordei, dizia que o camisa 7 poderia jogar aberto e que, uma hora ou outra, Emerson sairia do time pela condição técnica de seu concorrente.
Passados alguns jogos de Pato com a camisa do Corinthians, percebi que estava errado, Pato não rende bem quando joga aberto, mas também não é o tradicional "pivô", como Tite gosta de dizer.
A solução para isso foi simples e deu muito certo. Tite desfez o já tradicional 4-2-3-1 e montou um 4-4-2 típico da Inglaterra, com Danilo e Renato Augusto abertos, e Ralf e Paulinho por dentro. Ainda que Ralf esteja se adaptando às novas fuunções ofensivas, a mudança já obteve bons resultados.
Tite já havia utilizado esse esquema anteriormente, na final do Mundial contra o Chelsea, por exemplo, quando abriu Danilo pela esquerda e trouxe Emerson para perto do Guerrero. No entanto, o camisa 11 não tem as características necessárias para render bem nessa função, ao contrário de Pato.
O que já funcionou muito bem (no Mundial) melhorou. Agora, além das linhas compactas, marcação pressão e intensidades características, esse time sofreu um acréscimo de qualidade técnica, tanto com Pato (no lugar do Sheik), quanto com Renato Augusto (no lugar do Jorge Henrique), agora o jogo flui mais fácil quando o Timão trabalha a bola.
O Corinthians está muito bem preparado para buscar, mesmo sem torcida, o bicampeonato da Libertadores.

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