A valorização de um verdadeiro ídolo

Blog: Memórias Imortais/J.T de Carvalho
Todo time tem seus jogadores que ficarão para sempre na história do clube, verdadeiros ídolos. Seja por ter sido fundamental em um título, ou por honrar a camisa como poucos fizeram. No Fluminense não é diferente e a lista é extensa. De Píndaro a Fred, os 110 anos do nosso tricolor são recheados de ídolos.

 Hoje em dia, o passado é pouco pesquisado e com isso, a torcida não reconhece alguns jogadores que fizeram história no clube logo nos primeiros anos de Fluminense Football Club, principalmente o torcedor mais jovem, que só fala em ídolos se baseando nos últimos anos e com isso, chegam a falar algumas insanidades.

Pois bem, hoje a matéria da semana é sobre um ídolo esquecido no passado tricolor. Acreditem, quem não conhece a história deste jogador que pode ser considerado um símbolo, certamente terá muito orgulho e gratidão no final. Estou falando de Emmanuel Coelho Netto, o Mano.

Mano iniciou e terminou a carreira no Fluminense, de 1915 a 1922 e fez parte do histórico tri-campeonato carioca de 1917-1918-1919. Era irmão mais velho de Preguinho, outro grande ídolo tricolor.

Ao todo, foram 67 partidas, com 48 vitórias, 12 empates e 7 derrotas. Até aí, tudo normal, a idolatria já seria comum apenas com o tri-campeonato carioca da época, mas a forma com que Mano encerrou sua carreira, foi o que marcou de verdade.

Era uma partida do Carioca de 1922, contra o São Cristóvão. Na época, Mano estava com 24 anos. Em um lance de partida, recebeu uma forte pancada no abdomên e deixou o gramado com fortes dores. O técnico na época, lhe aplicou massagens no local e foi aconselhado a não voltar a campo. Conselho ignorado. Mano voltou a campo e com ele, uma hemorragia que se agravou com o esforço feito na partida.

No final do jogo, Mano foi encaminhado para um hospital, mas não resistiu e veio a falecer 48 horas depois. A partir dali, entrou definitivamente para a história do Fluminense. Praticamente morreu em campo, morreu pelo clube. Um gesto de irresponsabilidade, mas de amor ao nosso tricolor. Honrou com sangue nossa história.

Em setembro de 72, o Fluminense inaugurou no clube uma placa de bronze, em memória de Mano, lembrando o cinquentenário de sua morte.

Nessa pesquisa, uma frase me marcou demais e gostaria de encerrar essa matéria com ela. É a seguinte: "Que estranha magia terá esse clube por quem seus jogadores se dispõem a mutilar o corpo ou até arriscar a vida pela honra de defendê-lo? Talvez parte da explicação esteja no fato de que esses jogadores não apenas jogavam no Fluminense. Eles todos são Fluminense." - J.T. Carvalho.

Por essas e outras, que não me canso de dizer: Orgulho de ser tricolor!

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Autor: Clayton Mello

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