Acordamos

Nelson Perez/Fluminense F.C.
Fluminense e Huachipato se enfrentaram em Concepción, no Chile, em partida válida pela terceira rodada do grupo 8 da Taça Libertadores da América. E com ressalvas, o Fluminense enfim estreou na temporada e levou três pontos para casa.


Com toda a pressão por um resultado positivo, nosso time entrou em campo mesclando uma postura mais aceitável com a desatenção, mas foi melhor no primeiro tempo, perdendo boas chances, uma até inacreditável de Wellington Nem. Só que o castigo daquele velho ditado "quem não faz, leva" veio a tona no final da primeira etapa. Com falha de Leandro Euzébio, Rodríguez abriu o placar para o time chileno.

Fomos melhores, mas ainda assim, não é o que sabemos que o Fluminense pode render. Foi um jogo travado, aonde os chutes de fora da área eram possibilidades a serem exploradas. Thiago Neves foi o único a enxergar isso, que aliás, também estreou em 2013.

Quem foi muito mal durante toda a partida foi o luso-brasileiro Deco. Errando passes curtos, o meio-campista abusou da paciência do torcedor tricolor, que já pede Wágner como titular do Fluzão.

Voltando a Wellington Nem, o jovem atacante foi um dos destaques do time na partida, mesmo com o gol perdido. Foi dele o gol de empate do Flu, após passe com peito de Frederico. E no segundo gol, dividiu a bola com o zagueiro até ela sobrar perfeita pra Wágner estufar a rede chilena. Esse outro, fez o gol com 23 segundos em campo. Haja estrela. Está cumprindo bem o que disse no início do estadual e o que foi minha primeira matéria neste blog.

A vitória de hoje foi única e simplesmente na raça. No final do jogo, Fred disse que a paciência foi fundamental para o triunfo, mas acima disso, a postura de time guerreiro foi um dos motivos também.

Foi sofrido, estressante, brigado. Libertadores é isso, nunca deixou de ser. Quem quer ser campeão, sofre, mesmo que a gente saiba que este ainda não é o Fluminense de verdade, mas é o primeiro passo. Os três pontos que seriam fundamentais, são nossos.

Antes de encerrar, um detalhe: Rhayner, alvo das cornetas frenéticas tricolores, está diminuindo o som de cada uma. Hoje, foi muito bem. Entrou no meio do segundo tempo, correu demais, lutou como um verdadeiro guerreiro. Aguardo sua devida valorização.

Agora o tricolor mais amado do Brasil é o líder provisório do grupo 8, pois aguarda o duelo entre Grêmio e Caracas para saber sua real posição ao término da terceira rodada.

Voltamos a campo pelo torneio mais cobiçado da América do Sul na próxima semana, novamente contra o Huachipato, dessa vez no Engenhão. Porém, no sábado, enfrentaremos o Vasco da Gama pela semi-final da Taça Guanabara, primeiro turno do estadual. Boa oportunidade para mostrarmos ao bacalhau que o resultado do clássico na fase preliminar foi algo fora da realidade.

Saudações tricolores.

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Autor: Clayton Mello

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