Desacreditado. Esse foi o adjetivo para descrever o Gigante da Colina na virada de 2012 para 2013. Perdendo mais que peças importantes, ídolos. Prass, a segurança no gol no Vasco que não se via desde Hélton, rescindiu seu contrato e se ‘mandou’ para o Palmeiras para disputar a Libertadores; Nilton foi um jogador importante no desenvolvimento tático de Cristóvão/Gaúcho, jogador que passou de lutador de MMA (vascaínos lembram-se de sua expulsão no final da Taça Guanabara) para um 1º volante que protegia bem a defesa, acertava a maioria dos passes que dava e eventualmente acertava um chute forte/falta que dava trabalho aos goleiros. Não era o mais querido da torcida por sua ficha suja com expulsões bobas, mas ainda assim era importante; Juninho, reizinho, ídolo, Monumental. Talvez o mais querido do grupo no momento, era o articulador do time, o cobrador de falta, escanteio, lateral, tira de meta e afins. Dava o sangue pelo Vasco, com 37 anos em momentos do jogo corria como um garoto. Se esgotou. Salários atrasados, ambiente ruim no clube, campanha, mesmo com o 5º lugar, ruim no Brasileiro. Não dava mais. Transferiu-se ao NY Red Bull, além de salários em dia ele ainda vai jogar com Henry e Tim Cahill; Felipe, outro ídolo, mas no time era reserva, ganhava muito, teve atrito com René e se transferiu para o Fluminense, onde vai ser reserva de novo e ganhar bem; Alecsandro, para muitos um verdadeiro cone lá na frente, mas ainda assim foi artilheiro da equipe em 2012. A relação com a torcida era bipolar. Foi pro Galo, agora o time mineiro tem dois cones para disputar a posição: Jo e Alecsandro.
Booom, como 2012 já é passado vamos falar deste começo no mínimo surpreendente do Vaxco (lê-se com sotaque de carioca).
“Um time que tem uma estrela (Dedé) e alguns bons jogadores (CA10, Bernardo, Eder Luis)” Ouvi este comentário no jogo Vasco x Macaé de um comentarista da Globo (se não me engano foi o Júnior, é o ex-lateral do Flamengo). Um comentário feliz, pois, hoje o Vasco não depende de um lançamento/falta do Juninho, um lance de efeito do Carlos Alberto, ou de uma jogada pela lateral puxada pelo Fagner, com Eder Luis cruzando da lateral e Alecsandro empurrando pras redes. Hoje o Vasco cadencia a posse de bola. Um exemplo foi o último jogo contra o Resende em que teve 55% de posse da pelota, 360 passes certos e apenas 42 errados. Não parece muito, mas para um time que não conseguia trocar 4 passes sem entregar a paçoca já é um grande desenvolvimento. Com uma zaga segura de nosso Mito que voltou a boa forma e o novato André Ribeiro que não compromete; Um meio sem aquele volante carniceiro que troca passes e faz ótimas inversões de bola; e não menos importante, o ataque que, por enquanto sem centroavante, é rápido e habilidoso. O time ainda anda tendo dificuldades com a marcação pelas laterais onde foram improvisados dois volantes, eles dão melhor toque na saída de bola, mas na marcação é F@!$. Com a chegada de Nei e Yotun, isso vai melhorar o entrosamento já será maior e o Vasco vai dar trabalho!
- Texto feito por Gabriel Destri, torcedor do Vasco

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