É preciso ter paciência

Sei que o resultado de hoje foi difícil para muitos torcedores carvoeiros, porém não é hora de "fim dos tempos". Aliás, prefiro ver esse resultado como um mal necessário para o amadurecimento tanto do time quanto do treinador. Esse elenco já mostrou que tem potencial e uma derrota de hoje não pode acabar com tudo o que tem sido feito até agora.
Nem Cléber Santana, o cérebro da equipe, conseguiu mostrar um bom futebol hoje. E isso aconteceu justamente pela ineficácia de todos os jogadores do time. Foto: Fernando Ribeiro/Criciúma EC.

Lógico que a expectativa de todos os presentes no Heriberto Hulse hoje era de uma vitória com uma apresentação convincente, por isso, a derrota pesada para o último colocado não pode ser considerada normal. Contribuía para essa espera de um resultado melhor, a estreia da "estranha" - sendo muito bondoso - do novo manto tricolor. Porém, o jogo acabou sendo a cara da camiseta.


O Criciúma começou o jogo de hoje diferente, com um atacante fixo na área que tem mais corpo e consegue fazer o pivô melhor do que o Bruno Lopes, ainda mais quando joga com dois atacantes pelas beiradas. E foi com uma arrancada de um deles, o Roger Guedes, aos 12 minutos, que o Criciúma abriu o placar. Após sair do meio-campo com a bola dominada, Roger deu um lindo passe para a passagem de Ezequiel na área, e o lateral devolveu o presente dando a assistência para o gol de Guedes. E essa foi a única jogada trabalhada do tigre na partida. Depois do gol, a zaga tricolor se mostrava muito afobada, errando desarmes, passes e a marcação. E continuou assim no jogo todo. Eis que, aos 27 minutos, David e o zagueiro Iago Maidana se desentenderam mais uma vez e o zagueiro acabou cabeceando para a própria meta. Após o gol, o time se desencontrou totalmente, não conseguindo criar oprtunidades, enquanto o time blumenauense chegava com facilidade à zaga do time carvoeiro.

Ainda no 1º tempo, a "turma do amendoim" começou a vaiar o time, algo totalmente desnecessário de se fazer quando os jogadores ainda estão jogando, principalmente pelas atuais circunstâncias da equipe. Veio a segunda etapa e, tentando arrumar os erros defensivos e oferecer uma maior segurança à zaga, Luizinho Vieira aboliu o sistema de três atacantes e colocou Luizinho Mello. Também entrou Rafael Tanque para dar mais resultado que o Perea. Contudo, o resultado não chegou nem perto do esperado, e o Metropolitano continuou mantendo as ações ofensivas da peleja. Até que, aos 16 minutos da etapa final, David rebateu a bola para o meio da área e Tripodi (AQUELE) apareceu sozinho para virar a partida. E a partida seguiu nesse rumo até o final, sem o Tricolor Predestinado sequer oferecer perigo à meta do Metrô.

Esperamos que esse placar sirva para amadurecer a equipe que foi formada corajosamente pela diretoria, pois, passado o desastre, não é hora de achar culpados, o time por inteiro não jogou bem, e um resultado como esse pode servir para unir ainda mais o grupo. Torçamos para que vá para esse lado.

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Autor: Unknown

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