Depois de boa vitória contra o Joinville, o Criciúma veio motivado para a partida contra o líder. Porém, os desfalques de última hora prejudicaram muito o time, destruindo a estratégia proposta pro jogo e acabando com o bom futebol da equipe.
| O jogo de hoje mostrou o quanto o CS10 é providencial para o sucesso da equipe. Foto: Fernando Ribeiro/ Criciúma EC |
O primeiro desfalque aconteceu no dia do jogo, quando Lucca, um dos principais jogadores do time, sentiu dores fortes na região abdominal e voltou para o sul do estado para fazer exames. O problema era de uma apendicite, e o jogador ficará fora por um mês. Para o seu lugar entrou Vitor Michels, que havia tido uma boa participação no último jogo. Com o começo da partida, o tigre conseguia ter o controle da posse, mas, após a saída de Cléber Santana no começo do confronto, o time perdeu em liderança e, principalmente, em qualidade. Isso aconteceu porque entrou em seu lugar o mais que contestado Gustavo, e o cargo de organizador da equipe ficou para o jovem Vitor Michels, que não conseguia dar o mesmo ritmo imposto pelo CS10. A equipe ficou tão atordoada que, após cruzamento da esquerda, Fábio Ferreira foi tentar afastar e acabou fazendo gol contra (sim, mais um gol contra). Mesmo após o tento sofrido, a pressão do time do estreito continuou a existir. Essa situação só melhorou a partir dos 30 minutos, quando os jogadores tiveram mais tranquilidade e conseguiram no mínimo sair do campo defensivo com mais qualidade.
Já na 2° etapa, o Tricolor Predestinado voltou com outra postura, dando o ritmo de jogo, enquanto o Figueirense esperava para armar os contra-ataques. No entanto, mesmo estando com um maior domínio de campo, faltava criatividade no time tricolor, que tinha que apelar para as jogadas laterais, principalmente com o Eduardo, pela direita. Já do outro lado, o time da capital catarinense não conseguia aproveitar os espaços concedidos. Vendo que o jogo só acontecia pelos flancos, Luizinho Vieira tirou o único meio-campo da equipe, Vítor Michels, para colocar o veloz Maurinho para atuar na ponta esquerda, e, apesar de alguma ou outra chance criada, o tigre não ofereceu tanto perigo assim ao gol do Alex Muralha.
E o jogo seguiu assim até o final, com muita pouca técnica apresentada pelas duas equipes, o que pode ser visto pelo único gol da partida, que foi contra.
O confronto de hoje mostrou a dependência do jovem time carvoeiro da liderança e qualidade do CS10, e que um substituto para ele é necessário. Falta ainda a estreia do Nathan, que veio do Santa Cruz, mas acho que é preciso ainda a contratação de outro meia para a Série B.
Passados todos os clássicos, agora a missão do tricolor do sul do estado é vencer ou, no mínimo, pontuar nos jogos que restam e se classificar sem sustos ao hexagonal.
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