| Mané com o manto |
O torcedor alvinegro pode bater no peito e se orgulhar em torcer para um dos maiores clubes da história do futebol. Orgulho por ser o time que mais cedeu jogadores à seleção brasileira, orgulho por ser de um time que formou craques e gerou ídolos. Orgulho de não escolher o Botafogo, e sim ser escolhido por ele. E o segundo texto da série Não se veste, tem-se a honra! orgulhosamente vai abordar quem para muitos foi o 2° melhor jogador de futebol do mundo, e para nós botafoguenses, melhor que Pelé. Nada mais, nada menos que Mané Garrincha.
"O anjo de pernas tortas", assim era conhecido um dos maiores jogadores que já tiveram a honra de vestir o manto alvinegro. Garrincha nasceu no Rio de Janeiro, no município de Magé em 1933. De origem humilde, Manuel Francisco dos Santos ganhou o apelido no qual é conhecido mundialmente através de sua irmã, que fez associação à um pássaro de mesmo nome: Garrincha.
A história de Mané com o Botafogo começou envolvendo um dos maiores ídolos do clube carioca: Nilton Santos. Até hoje não se sabe quem o levou para fazer testes no glorioso, o que se sabe é que em seu primeiro teste, Garrincha teria dado vários dribles em Nilton, que logo pediu a contratação da promessa. A partir daí, 95% de sua carreira profissional seria jogando com a camisa do Botafogo, período que foi de 1953 à 1965.
| Dois ídolos e um mesmo time |
Garrincha disputou pelo Botafogo 614 jogos, marcando 245 gols. A primeira partida e o primeiro gol com o manto alvinegro foi na vitória por 6 a 3 contra o Bonsucesso, no dia 19 de Julho de 1953. Mané Garrincha conquistou inúmeros títulos, entre os quais, há de se destacar o Campeonato Carioca de 1962, quando marcou por duas vezes, garantindo o título sobre o maior rival, Flamengo. E seu último gol pelo Botafogo foi justamente contra o Flamengo, na vitória por 1 a 0 em 22 de Agosto de 1965, ano em que se despedia do alvinegro.
Garrincha faleceu aos 49 anos em 20 de janeiro de 1983. Durante muitos anos, o craque conviveu com o consumo excessivo de bebidas alcoólica, e em decorrência desse problema teve uma cirrose hepática, o que levou a sua morte. O jogador foi velado num caixão sob a bandeira do Botafogo.
Até hoje, a história entre Garrincha e Botafogo é lembrada e saudada por aqueles que amam o futebol. Garrincha simplesmente não vestiu o manto alvinegro, teve a honra de jogar e fazer história com a estrela solitária no peito.
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