O melhor lateral esquerdo do alvinegro potiguar deixará saudades...

Salve leitor Alvinegro do C11! Nosso Clube está de luto... Um grande nos deixou. 

(Foto:Facebook Oficial do ABC)

"A bruxa loura” já não está entre nós, na madrugada de domingo (1) Marinho Chagas partiu aos 62 anos. Mas que sorte a nossa, já que o tempo foi generoso e deixou que esse grande jogador nos presentasse com o seu futebol. Francisco das Chagas Marinho nasceu em Natal-RN e construiu uma rica história nos campos de futebol do Brasil e do mundo, o melhor lateral esquerdo da Copa de 1974 foi mais um grande que nos deixa.

A carreira teve início no pequeno clube Riachuelo da cidade de Natal, time esse mantido por militares. Destacando-se, conseguiu chegar ao Clube do Povo, o time do ABC, no ano de 1969. Junto do nosso outro grande ídolo Alberi, Marinho ajudou a quebrar o jejum de três anos sem títulos, ganhando o Campeonato Estadual de 1970 (seu primeiro título como profissional) e dar início a jornada do tetracampeonato do ABC. Naquele título o time do ABC era composto por Otávio, Erivan, Willian, Josemar, Marinho Chagas e Edson. Zezé, Alberi, Petinha Correia e Burunga.


(Foto: Facebook Oficial do ABC / Marinho Chagas vestindo a camisa do ABC) 


Chegou ao Náutico ainda em 1970 permanecendo até 1972. No dia 9 de setembro do mesmo ano estreou pelo time da estrela solitária, o Botafogo, numa partida válida pelo Campeonato Brasileiro contra o Santos de Pelé. Naquele jogo Marinho já dava sinais de que não seria um lateral esquerdo comum. A partida terminou 1x1, gols de Edu pelo Santos e de Marinho pelo Botafogo. E na conta, um chapéu da Bruxa Loura em cima de Pelé.

No ano de 1974 Zagallo convoca Marinho para a Seleção Brasileira para disputa da Copa do Mundo, sua primeira e única. No mundial de 1974, apesar da derrota para o carrossel holadês e depois na disputa de 3º lugar para a Polônia, Marinho mostrou ao mundo que o seu futebol era pra frente, driblou as convenções táticas que regiam o futebol em sua época, o discípulo do grande Nílton Santos fez-se aparecer e merecidamente ganhou naquele ano o título de melhor lateral esquerdo do mundo.

Ficou no Botafogo até 1976, depois jogou pelo Fluminense até o final de 1978. Entre 1979 e 1980 atuou no futebol dos Estados Unidos, jogando no Cosmos e Fort Lauderdale, chegou a jogar com nomes como Franz Beckenbauer e Carlos Alberto Torres. Em 1981 volta ao Brasil e conquista o título paulista pelo São Paulo naquele ano. Marinho ganhou ainda a Bola de Prata (Placar) de 1972, 1973 e 1981. Passou ainda pelo Bangu-RJ (1983), pelo Fortaleza-CE (1984) e América-RN (1985). Encerrou a carreira no exterior no Los Angeles Heat (1986 – 1987) e BC Harlekin Augsburg (1987 e 1988).


O legado desse grande jogador que deu balão em Pelé, se desentendeu com Leão, foi eleito o melhor lateral esquerdo de uma Copa do Mundo, chamou atenção mundo a fora pelo futebol pra frente, desobediente a esquemas táticos e jeito malandro de ser partiu vitíma de uma doença avassaladora, o alcoolismo. Descanse em paz grande Marinho, o futebol agradece por tudo! O ABC sempre o levará na memória do Clube. Como forma de homenagem, o Frasqueirão é onde está ocorrendo o seu velório, até às 16h de hoje (2).  

Por: Maria Clara Mayumi | Facebook | 
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Autor: Unknown

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