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| Rojo comemora gol de joelho diante da Nigéria (Foto FIFA) |
Nigéria e Argentina encerraram o grupo F da Copa do Mundo na tarde desta quarta-feira (25) em Porto Alegre. Cidade gaúcha que, inclusive, recebeu quase 100 mil argentinos em uma das maiores invasões de todas as Copas. Bastante apoiada pela massa que cantava nas arquibancadas do Beira-Rio, a Argentina de Messi e cia. começou a partida pilhada, marcando com 3 minutos. A Nigéria também estava no clima, empatou na sequência e endureceu a partida, deixando mais claro as qualidades e defeitos da seleção albiceleste. Os argentinos venceram por 3 a 2.
Parada difícil para os argentinos nas oitavas. Enfrentar essa excelente seleção suíça não é fácil. Quem parou no tempo ainda deve pensar que estamos falando de uma seleção defensiva, que se fecha com nove jogadores e só ganha na bola parada. Essa Suíça não existe mais, e a transformação no estilo de jogo foi quase que total. A zaga continua bem postada, mas conta agora com dois laterais que apoiam e defendem muito bem, tanto Lichtsteiner quanto R. Rodriguez, e dois volantes moldados para o futebol moderno. Behrami protege a zaga e sai pro jogo, assim com Inler, capitão e maior autoridade no time. Na ponta direita, cortando pro meio, vemos o talentoso Shaqiri, autor de três gols na partida final da Suíça diante de Honduras. Na frente, Drmic ou Seferovic, opções de jogo diferentes. Drmic tem velocidade e sai mais da área, abrindo espaços para quem vem de trás. Seferovic é homem de área, grandalhão, prende mais os zagueiros. Xhaka, meia central, tem várias opções ofensivas para municiar e todo cuidado com essa Suíça, que este blogueiro que vos fala é fã, ainda é pouco. Argentina e Suíça promete ser um jogaço.
Como tenho dito, a Argentina não tem feito grandes jogos coletivamente, mas tem sido letal com Messi. Hoje, diante da Nigéria, vimos mais dois gols do craque e uma primeira partida lúcida em termos coletivos. Tivemos boa participação de Mascherano, que faz ótima Copa em termos individuais, e Di María que criou o primeiro gol do jogo e manteve alto nível durante o restante. Agüero saiu machucado e abriu espaço para Lavezzi, que já tinha entrado bem diante do Irã e repetiu frente aos africanos.
A Argentina chega forte e confiante na segunda fase pelas três vitórias e por ter um Messi que resolve. Creio que a maior esperança para esse time é o lapso de bom jogo coletivo diante da Nigéria, pois se em algum momento Messi não conseguir resolver, poderemos ter outras peças surgindo e ocupando esse espaço. A Argentina precisa continuar sendo letal com ou sem Messi.
A preocupação fica nas sucessivas falhas defensivas, principalmente enfrentando um ataque forte com Shaqiri e os outros bons jogadores. Os cinco que a Suíça tomou da França foram uma anomalia, credito ao excesso de qualidade da França. Não se enganem. A Suíça é enjoada e vai dar trabalho.
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Sérgio Ricardo Jr. é estudante de jornalismo na UFRN e responsável por cobrir Argentina e Irã na Copa do Mundo 2014.

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