Mais remendado que piscina de pobre, Santos vence com gol d'Ele em sua terra natal

Não sei se Jesus marcava quando voltava a Belém mas Ele marca (Foto: Ivan Storti/LANCE!Press) 

8º jogo, 8ª formação diferente. E o time cheio de desfalques, todo remendado, cheio de moleques que foi à Feira de Santana deu - só no segundo tempo, mas deu - conta do recado contra o Bahia para garantir a 2ª vitória do Peixe no Brasileiro.


No 1º jogo pós-Era Cícero, ninguém resolveu fazer homenagens ao ex-capitão santista e todo mundo resolveu correr. O primeiro tempo foi aquele futebol já conhecido com a adição do recordes de chutões num só jogo em que o Jubal quebrou com apenas 15 minutos. O segundo tempo mostrou que se o Santos botar a bola no chão e der liberdade pra molecada, pode sair um futebol até que decente. Agora só falta o tio Oswaldo parar com a panelinha dele, né?

Falando em Oswaldo, ele resolveu rechear o time de moleques e mandou a campo: Aranha; Cicinho, Neto, Jubal, Zé Carlos; Arouca, Alan Santos, Lucas Lima; Jorge Eduardo, Diego Cardoso e Gabriel.

O Bahia respondeu com: Lomba; Roniery, Demerson, Titi e Guilherme Santos; Fahel, Pittoni, Talisca; Barbio, Maxi Primo do Messi; Henrique.

A princípio, eu curti muito o time que o Oswaldo levou a campo. Parou de querer rechear o time de volantes e abrir 2 atacantes pra jogar sem ninguém centralizado. Decidiu colocar 3 moleques pra dar velocidade e colocou Gabriel na função que parece estar mais à vontade, centralizado, jogando mais perto do gol.

Mas como tudo tem um porém, o primeiro tempo deu dó de quem se matava para entrar no estádio. Tanto que a coisa mais interessante dos 45 minutos inciais foi a galera se matando para entrar no Joia da Princesa e também os chutões do Jubal já citados acima. Twitter do Bahia no intervalo disse que mais de 1000 pessoas sem ingressos teriam entrado no estádio. Pronto, resumi o primeiro tempo. Vamos para o segundo?

(Foto: Reprodução)

Parecia outro time. Marcava mais a frente, não dava a bola no pé do Jubal por motivos óbvios, explorava a velocidade do trio de ataque, sufocava o Bahia que já não tinha a mesma posse de bola do primeiro tempo.

Com a atuação do time melhorando, foi ficando mais a mostra o monstro que está sendo o Arouca em 2014. Melhor do time fisicamente, tecnicamente, mentalmente, psicologicamente, todos os 'mente' que você possa imaginar. Um monstro.

Só tinha um time em campo. Poderia por 2 vezes ter aberto o placar com o estreante Jorge Eduardo mas em ambas Lomba fez grande defesa. Era questão de tempo para o gol.

E veio! Falta da esquerda e Zé Carlos coloca na cabeça d'Ele (Alan Santos para quem não me segue no twitter) para testar e bater Lomba para abrir o placar e marcar o seu 1º no campeonato; 2ª na temporada e na carreira. Logo após o gol, Alan sairia e daria a vaga para Renato. Mas nem isso tiraria os 3 pontos do alvinegro hoje.

O Santos naturalmente deu aquela recuada e só saía no contra ataque. O Bahia, com a bola no pé, só conseguiu criar uma chance. E foi num chute de fora de Maxi. O tricolor mudou, mudou, mas não conseguia ameaçar de verdade o Santos, que tinha o contra ataque mas não não conseguia acertar para matar o jogo.

Isso até Zé Carlos dar um chapéu de PES 2014 em Barbio, achar Giva que só rola para Lucas Lima arrumar o corpo, pensar, tomar um cafezinho, tomar um isotônico e bater bonito, um clássico R2+quadrado para matar o jogo e decretar a vitória do Peixe.

Boa vitória para dar moral ao time após 3 jogos sem saber o que é uma vitória. O primeiro tempo foi preocupante pela falta de criatividade. Segundo tempo foi animador, o time foi mais incisivo e marcou desde os atacantes. Resta saber qual vai ser a postura contra o Criciúma e depois da Copa.

Falando em Criciúma, o Santos recebe o Tigre neste domingo buscando a primeira vitória como mandante na última partida antes da parada para a Copa. Jogo será realizado no Primeiro de Maio, casa do São Bernardo.

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Autor: Unknown

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