Constrangedor



Foram 90 minutos sofridos, em que o futebol novamente foi escasso. Aliás, essa falta de repertório, de jogo bom de se assistir, vem se tornando próprio do futebol brasileiro. É difícil sentar em frente da televisão e ver um jogo prazeroso, gostoso. E, buscando fugir da mesmice, o Atlético/PR contratou um técnico espanhol. Revolucionário, não? Não.





Medíocre desde o início, Miguel Ángel Portugal, o brilhante, iniciou a partida com Natanael escalado no meio-campo. Agora vem a pergunta: POR QUE mexer na única peça do time que vinha realmente dando certo? Não sei, ninguém sabe. Para completar, Olaza ganhou uma chance na lateral-esquerda. Assim, ao lado de Cleberson, Léo Pereira e Sueliton, formou uma defesa absurdamente desentrosada e que (pasmem) SOFREU com a péssima Chapecoense, que jogou "melhor" durante quase todo o tempo. Lamento por Weverton, que teve que se desdobrar para salvar o time. 

Na segunda etapa, certamente contente com o desempenho do time, Portugal não promoveu alterações. Seguia a cargo de Marcelo, o único jogador lúcido do time, seguir criando oportunidades. E de fato ele ia bem, mas não tinha apoio de absolutamente ninguém. 

Lá pelos 20 minutos, entrou Felipe na vaga de Olaza, para dar mais ""criatividade"" ao time. Tempo depois, houve um escanteio, cobrado por Felipe, que encontrou CLEBERSON. O zagueiro, símbolo da péssima campanha do time, abriu o placar no Willie Davies. Após isso, sofremos uma pressão da Chapecoense até o final do jogo. Assustador. Perto do acréscimos, após bate-rebate, Tiago Luís, a eterna promessa, empatou o jogo e deu números finais a peleja.

Essa partida deixou claro que o time está sem sintonia alguma, além de se notar um clima pesado dentro do elenco. Falta entrosamento, comunicação em campo. Além disso, jogadores como Paulinho Dias, Sueliton e Marcos Guilherme, que deveriam estar colaborando para o desenvolvimento do time, não conseguem jogador futebol já há um bom tempo. Éderson depende de bolas que venham no seu pé, e, em um time sem criatividade, isso inexiste. Marcelo, assim como Weverton, merece os MEUS PARABÉNS por ainda jogar nesse time.

Saldo final: já não temos um bom elenco, e pra ajudar dependemos de um técnico que não tem noção de futebol. Mais triste que esse resultado só a possível permanência de Portugal, que mesmo sem clima algum segue sendo a aposta de Petraglia. Acorda em quanto é tempo, presidente, por favor.
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Autor: b

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