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| "Enfim a estréia" |
Noite histórica em Chapecó, depois de 35 anos de espera o Índio Condá voltou a receber uma partida pelo principal campeonato de futebol do país.
O clima na cidade era um misto de euforia, expectativa e nervosismo: o que poderíamos esperar da Chapecoense para esta estréia na Série A? Acredito que não havia um torcedor que estivesse confiante por um bom resultado da Nossa Associação (preferência sempre pela vitória, é claro) para começarmos bem a competição.
Pelas ruas e nas arquibancadas, o que se viu foi uma bonita festa para este jogo inaugural, todos empolgados e querendo vivenciar este momento histórico de estréia de forma única e procurando registrar cada imagem para uma recordação futura.
Passado o êxtase pela estréia, vamos ao jogo. A postura apresentada por ambas as equipes foi de cautela, de um lado a Chape que estreava e não queria dar espaços ao calejado Coritiba, por outro o Coxa que queria fazer o mesmo para não ser surpreendido pelo "novinho" da competição.
Os dois clubes se reforçaram na defesa, procurando explorar o erro adversário. Pelo lado da Chapecoense os erros, na minha opinião, foram mais motivados pelo nervosismo da estréia do que pelo entrosamento do grupo. Não podemos esquecer também que a marcação forte feita pelo Coritiba, principalmente, resultou em várias faltas durante o jogo, truncando assim o ritmo do mesmo.
O ataque de ambas as equipes teve chances porém pararam nos goleiros. A Chapecoense ainda teve algumas oportunidades nas quais faltou frieza aos atacantes para definir ao gol.
Apesar da premissa de que quem joga em casa tem vantagem e obrigação de vencer, acredito que a grande maioria dos torcedores se deu por satisfeita com o resultado. Pelo clima criado em torno dessa estréia e das dificuldades encontradas dentro de campo, até que nos saímos bem.
Avaliando friamente os demais jogos da rodada que terminaram empatados (não sei se só eu que vi isso), mas foram marcados por um grande equilíbrio entre as defesas, nas quais chegava para marcar com uns "10" jogadores. É uma competição bastante concorrida, forte e que não admite vacilos, tem que estar sempre ligado e aproveitar as oportunidades.
Moral da Estória: "Mais vale um pássaro na mão do que dois voando."
Foto: Diego Carvalho - Aguante/Chapecoense

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