Terceiro lugar: Prêmio de consolação

[Foto: Reuters]

A nossa participação do Mundial de Clubes teve fim ontem, sábado, na vitória por três a dois, sobre o Guangzhou Evergrande, da China, na disputa do terceiro lugar. Diferente do que muitos imaginavam, o time não entrou com muita vontade - assemelhando-se ao futebol apresentado na semifinal - e acabou sofrendo para vencer os chineses, que por pouco não se sagraram vencedores do confronto e, consequentemente, donos da terceira colocação da competição, que por mais que tenha um ar de glória, não passa de uma "vergonha" para um time sulamericano. 



Confesso que não me animei para o jogo nos momentos iniciais, uma vez que o baque da semifinal estava bem grande ainda. Eu estava animado para aquele jogo, cheio das expectativas, a quais todas acabaram sendo jogadas por ralo a baixo. Neste confronto, então, eu assisti por ter que assistir mesmo. Sou atleticano e não abandono o time. Porém, durante o jogo, fui me animando, mesmo o time não mostrando um futebol tão alegre assim. Abrimos o placar com Tardelli, logo no começo, colocando o nome do time na história da competição, com o gol mais rápido, mas depois acabamos tomando a virada, com gols justamente dos conhecidos do povo brasileiro. Muriqui, que teve passagem por aqui, e acho até que poderia ter outra, e Conca, que jogará aqui no Brasil na temporada que vem.

Diferente do que eu cheguei a pensar, o time não acordou com os dois gols tomados. Pelo contrário, acabou se sentindo mais pressionado e chegou a tentar buscar o gol do empate, mas se viu parado nos erros do sistema defensivo que, vez ou outra, nós assustavam. Foi então que, com a glória de Deus, Lucas Cândido se machucou e deu espaço para Júnior César, o qual entrou muito melhor na partida e provou, novamente, que não pode ser reserva. O time teve uma solidez maior no lado esquerdo, mas não teve uma solidez tão grande na zaga. Eu não reconhecia minhas torres gêmeas.

Porém, em terra de Ronaldinho, falta é sinônimo de gol e, novamente, ele nós levou a glória. O craque bateu uma linda falta, empatou o jogo, trouxe o time para dentro de campo, trouxe a torcida a apoiar e as coisas começaram a arrumar. Foi um fim de jogo onde era tudo ataque contra defesa, mesmo que nos contra-ataques viéssemos a sofrer vários sustos. 

Nos minutos finais, após Ronaldinho ser expulso, de maneira até certa, porém não aceita por mim, o time teve a consagração com o passe açucarado de Diego Tardelli para Luan que, calmamente, marcou o gol da virada, o da vitória e o da redenção final. Era um prêmio de consolidação, mas era melhor que nada.

Agora voltamos para o Brasil, cada um com seus afazeres. Alguns de férias, outros não, mas todos com um único pensamento: 2014 tem que ser melhor ainda. 2013 foi bom, fomos bicampeões do Mineiro e campeões da Libertadores, então em 2014 precisamos repetir algo. Creio que venhamos a vencer o Mineiro novamente, se Deus permitir, claro, e vencer a Recopa. De mais, só esperando para ver.

Por: Natal Neto
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Autor: Unknown

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