Muita ostentação, e pouca vontade. O ano do Corinthians em 2013

Terra


  • Paulistão


O ano de 2013 prometia muito para o Corinthians. Após um 2012 sensacional, o clube parecia dar sinais de querer começar uma hegemonia dentro do continente, e para isso trouxe o badalado Alexandre Pato, e os menos badalados, porém excelentes Renato Augusto e Gil.



A equipe foi para as rodadas iniciais do Campeonato Paulista com seus reservas, e ostentando o distintivo de Campeão Mundial da FIFA -coisa que fez durante todo o ano-, antecedendo o Bayern de Munique (ALE), que seria o futuro campeão do mundo.

Com os titulares de férias, o Corinthians fez uma primeira metade de campeonato não muito boa, porém sempre se mantendo entre os 8. Zhizao ganhou chances, e surpreendeu muita gente com seu futebol, porém não surpreendeu Tite, que o "esqueceu" durante o restante do ano.

Os titulares voltaram, mas era evidente que o time estava focado na Libertadores (que você lerá sobre um pouco mais adiante), no Paulista uma fraca quinta colocação. Na fase de mata-mata, muita gente não queria, mas o Corinthians jogou contra a Ponte Preta, em Campinas. A mesma Ponte Preta, algoz do Timão no Paulistão 2012, que eliminou o time nas quartas de finais e barrou Julio César do gol alvinegro, pois bem. 4-0 com gols de Romarinho, Emerson, Guerrero e Pato.

Na fase semifinal, o Corinthians encarou o São Paulo, e a lógica prevaleceu: classificação do Corinthians nos pênaltis, com Ganso e Luis Fabiano desperdiçando suas cobranças,e Rogério Ceni em sua primeira adiantada do ano contra o Corinthians.

Nas finais, o Corinthians estruturado e regular, pegou um Santos que estava desmantelado, chegou às finais aos trancos e barrancos, dependendo muito do, até então, goleiro Rafael, e de Neymar. Na partida no Pacaembu, o Corinthians fez um de seus melhores jogos no ano, não fosse as oportunidades perdidas, poderia até golear o Santos, porém venceu por 2-1, com gols de Paulinho e Paulo André para o Corinthians, e Durval marcando para o Santos.

No segundo jogo, muitos esperavam um Corinthians abalado pela eliminação na Libertadores, abalado eu não sei se estavam, mas mesmo jogando mal, um empate por 1-1 assegurou o 27° caneco do Paulistão para o Coringão.

gurudanoticia.com.br



Estadão



  • Libertadores/Recopa

Na Libertadores, o Corinthians começou com toda a pinta de favorito, ainda mais pelo 2012 esplendoroso que o time teve, somado isso, a chegada de nomes como Alexandre Pato; Renato Augusto; e Gil, deixaram o elenco ainda mais badalado não só para competição continental, mas também para todo o ano de 2013.
A primeira partida já mostrou que seria uma Libertadores diferente para o Corinthians: empate contra o modesto San José (Bolívia), porém o resultado foi o de menos, o que marcou mesmo, foi a morte do garoto Kevin Espada, de apenas 14 anos, devido ao disparo de um sinalizador naval, que atingiu a cabeça do menino.

A morte de Kevin fez o Corinthians pegar uma severa pena da Conmebol, que deixara a equipe sem torcida por 18 meses em partidas da Conmebol, pena que foi reduzida, e o Timão apenas ficou sem sua torcida em jogos fora do Pacaembu. A equipe chegou a jogar um jogo com 4 expectadores no Pacaembu, na vitória sobre o Millonarios (Colômbia).

Após passar 16 jogos invicto na competição, o Corinthians viu sua invencibilidade cair contra o exótico Tijuana (México), fora de casa, no Estádio Caliente. Falta cobrada, e Gandolfi, em posição duvidosa, marcou o gol que deu a vitória aos mexicanos.

O Coringão precisava virar a página, e superar a derrota, e o fez: no jogo de volta, o Corinthians fez uma de suas melhores atuações no ano, e aplicou uma surra no Tijuana: 3 a 0, jogo que marcou a volta da torcida do Corinthians ao Pacaembu após a punição.

A classificação para a segunda fase veio em uma partida extremamente complicada diante os colombianos do Millonarios, onde os brasileiros que disputaram a Sulamericana 2012 sofreram eliminações melancólicas, como o Grêmio e o rival verde, o Corinthians conseguiu uma vitória suada, graças ao gol de Danilo, que dava a condição de classificado ao, até então, campeão das Américas e do mundo.

A garantia da primeira colocação veio em partida contra os bolivianos do San José. Vitória por 3-0, e o primeiro posto garantido. Havia a expectativa de quem seria o adversário do Corinthians nas oitavas, e quis o destino que fosse o Boca Juniors, sim, o mesmo time que o Corinthians havia derrotado naquele épico 04/07/2012.

Pois bem, tanta expectativa e Blandi marcou o gol em La Bombonera, que praticamente classificou o Boca para as quartas de final, já que, no jogo de volta, duas figuras emblemáticas apareceram, e não foram perdoadas pela torcida: Carlos Amarilla, e Alexandre Pato.

O gol de Riquelme no primeiro tempo com o Pacaembu lotado, pareceu ter abalado o Corinthians por alguns instantes, mas Romarinho aparecera novamente contra o Boca, marcara um gol, porém o gol foi anulado -de maneira errônea  pelo bandeira- e o Corinthians martelava, entretanto, a arbitragem insistia em não colaborar com o bom andamento do jogo, com inversão de faltas, etc.

No começo do segundo tempo, Paulinho cabeceia e marca o gol que dava esperança à Nação Corintiana em todo o mundo, mas o time pressionava e não conseguia nada. Até que na reta final do jogo, bola mandada pra área, Guerrero escora e Pato limpa Orión, porém, o atacante consegue mandar pra fora e aniquilar as esperanças de um bicampeonato.

A Recopa:  foram as últimas aparições à vera que o time fez no ano, na minha humilde opinião. Na ida, o primeiro jogo da equipe sem Paulinho, que havia se transferido para o Tottenham após a Copa das Confederações, vitória suada. 1-2, gols de Paolo Guerrero, e Renato Augusto, em uma adianta majestosa de Rogério Ceni. Na volta, superioridade Alvinegra por completo. O São Paulo passara por um dos meses mais turbulentos do ano, e a vitória por 2-0, com gols de Romarinho e Danilo deram mais um título ao Timão, e o último dentro da Era Tite.


www.eotimedopovo.com.br


R7

  • Brasileirão/Copa do Brasil

Eram muitas dúvidas e eu não queria aceitar a realidade. Do Corinthians de 2012 só havia restado lembranças. Convenhamos que era difícil acreditar que teríamos nos tornado aquele time sem raça, morto, que só empatava, empatava, empatava. Não parecia meu timão, não era aquele time que eu conhecia e amava.

Bom, o primeiro jogo foi contra o botafogo, dali surgia o primeiro empate. O botafogo saiu na frente, com gol de Rafael Marques, aos 25’ do primeiro tempo. E com Paulinho aos 28’ do segundo tempo o Corinthians empatava.

O segundo jogo, mais um empate, dessa vez contra o Goiás. E assim começava a era Empatite. Ganhamos uma, perdemos outra, empatamos mais uma. Ganhamos outra ali fora de casa .... E foi indo assim o primeiro turno todo. Teve a parada para  a Copa das Confederações e queríamos muito que no segundo semestre, voltasse um Corinthians brigando pelo título!

Na estreia nas quartas da Copa do Brasil, o Corinthians enfrentaria o Luverdense.

Primeiro jogo, o time entrou “morto” em campo, não atacava, não passava do meio de campo, só defendia. No segundo tempo não havia mudado muita coisa, jogo pegado, 3 expulsões (Romarinho pelo segundo amarelo; Sheik e Zé Roberto por confusão) e aos 45’ do segundo tempo aconteceu o que poucos esperavam, “após lançamento de Washington, Misael invade a área e chuta na saída de Cássio.”, fim de jogo e a Copa do Brasil não começava nada bem para o timão.

Em meio a essa vergonha, com todo respeito ao Luverdense. Vergonha por parte da falta de vontade de alguns jogadores, empatamos com o Vasco, fora de casa.

Segundo jogo da copa do Brasil, agora em casa. Com chance para os dois lados, em cobrança de falta, no primeiro tempo, Pato cobra com força no meio do gol e abre o placar. Ainda no finalzinho do primeiro tempo, com direito a passe de letra do “craque” Ibson, Fábio Santos amplia o placar. E o timão se classifica.

Depois desse jogo, o Corinthians enfrentaria o Flamengo pelo brasileirão. Era domingo, 1 de setembro, aniversário do clube. E fomos homenageados com uma ótima atuação, Pacaembu lotado, 4x0, "digasse de passage" um baita de um chocolate. O que animou a torcida e parecia que, finalmente, nosso timão tinha voltado.

Parecia, porém, terminamos o primeiro turno com empate sem gols contra o Náutico, no Pacaembu(!!!!!!!!)




Começamos o segundo turno já com o pé esquerdo. Perdemos para o Botafogo, no Maracanã, por 1-0, gol de Hyuri. Perdemos em casa, por 2x1. Hugo abriu o placar e o Corinthians empatou com gol de Ramon, contra, e Amaral fez o segundo para o Goiás. Depois perdemos para a Ponte Preta por 2x0, gols de Fellipe Bastos e Adaílton. Em casa empatamos com o líder Cruzeiro por 0x0.

Voltando a Copa do Brasil, jogando em casa, o Corinthians fez um primeiro tempo com muitas oportunidades, porém, gol que é bom, nada. No segundo tempo a mesma coisa. Fim de jogo, 0x0.

Próximo jogo era contra a Lusa, pelo Brasileirão, e não, não foi empate.. Perdemos por 4x0, com direito a três gols do Gilberto e um do Wanderson. Pq fas iso Corinthians?

Depois de três derrotas e dois empates, ganhamos do Bahia, 2x0, gols do estreante Cléber e do nosso amado camisa 9,  Paolo Guerrero. Em seguida empatamos mais três e voltamos a Copa do Brasil, pelo jogo de volta contra o Grêmio.

Jogando fora de casa, foi um jogo bastante intenso com chances para os dois lados, porém, o Grêmio se saia melhor nas finalizações, levava mais perigo ao gol. O segundo tempo ficou ainda mais tenso quando Vargas e Sheik (que tinha acabado de entrar) foram expulsos por confusão em campo. O jogo terminou 0x0 e a partida ia para os pênaltis.

Era hora do goleiro Walter se firmar e mostrar serviço, e foi exatamente o que aconteceu. Agora era a vez do Corinthians ir para a cobrança, mas, do outro lado tinha outra muralha, pegador de pênaltis, Dida... Danilo bateu, defendeu Dida! Alex Telles bateu, defendeu Walter! Edenilson bateu, defendeu Dida! Romarinho e Alessandro (pênalti muito bem batido) marcaram. Pará e Elano também. Kleber? Marcou... Último pênalti, Pato iria bater.

Caso acertasse, o Corinthians ainda teria chance de avançar na competição, caso contrário, estaríamos fora. O futuro do nosso time estava ali, naquela cobrança. Ele bateu no meio e sem muito esforço Dida defendeu e fomos eliminados.

Dali surgia uma “crise”, 2014 inauguração da arena, nosso time não iria disputar a Libertadores? 40 milhões jogados fora? O que restava era apostar no brasileirão. Restavam oito partidas e ainda poderíamos conquistar pelo menos uma vaga na Libertadores.  Desses oito jogos, empatamos quatro (Santos, Vitória, Vasco e Inter). Ganhamos dois (Fluminense e Coritiba) e perdemos dois. Um para o flamengo no Maracanã, com gol de Paulinho. E o outro para o então já rebaixado Náutico, gol de Derley, na última rodada do Brasileirão.



Pois bem, 2013 acabou. Apesar dos 2 títulos, ficou um saldo negativo. Negativo, porque o time não mostrou ânsia de vitória. Negativo, porque queríamos dar uma despedida digna ao Tite, mas não quando não há gana, vontade, ou garra, como queiram, fica difícil.



Nós do C11-Corinthians somos muito gratos por todas as conquistas deixadas por você, Tite.


Globoesporte

Texto feito por: Carlos Alberto, João Rafael e Thays Costa.

Boas festas, e um feliz 2014!
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Autor: João Rafael

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