Análise de Bahia 1 x 0 Portuguesa: Com o pé na Série A

Enfim, assistimos uma partida, no mínimo, aceitável do Bahia. Velhas falhas apareceram, é verdade, mas uma pequena mudança, pedida por muitos a tempo, fez a diferença: um meia, que ontem foi Talisca. Bárbio também veio de titular no lugar de M. Gabriel. Eu já havia pedido isso antes aqui. Era ainda o 4-3-3 velho de guerra, mas não com 3 volantes em linha, e sim com 2 volantes e Talisca à frente deles, formando um triângulo no meio campo. E Talisca dessa vez conseguiu fazer o que sabe. Em várias oportunidades, Talisca deu passes em profundidade, sempre na vertical, para Raul, Bárbio, Marquinhos Gabriel, Walysson. 

Talisca destaque no jogo - Foto: Bahia Notícias



No primeiro tempo, logo no início do jogo, Talisca começou a abrir o leque, deixando Bárbio em condições de finalizar. O cabeludo nem bateu nem cruzou e perdemos a chance. A Lusa passou a ter mais posse de bola, sem muita criatividade. Logo a torcida empurrou e o Bahia cresceu, porém sem muita inspiração. Wallyson não acertava nada, Bárbio era o pulmão do time mas a técnica limitada não o deixava criar grandes oportunidades. Ambos trocaram de posição algumas vezes, sem muita eficácia. O Bahia subia afoito e cedia o contra ataque para a Portuguesa. No primeiro, puxado pelo excelente lateral direito Luis Ricardo, a jogada terminou na finalização de Moisés, travada pela zaga. Meu coração quase pula pela boca e cai lá no campo nessa hora. Na segunda, eram 6 (!) jogadores da Lusa subindo contra 4 defensores. Um pouquinho mais de capricho no passe e seria fatal. A essa altura, Feijão já tinha tomado o cartão amarelo na sua primeira falta, que foi forte o suficiente pra ser punido. Fez mais duas ou 3 depois disso, numa delas o juiz fez vista grossa. Quando tudo parecia levar o 0 x 0 pro intervalo, Willian Arão saiu errado e Talisca, após interceptar a bola, deu passe com açúcar pra Wallyson (o zagueiro também falhou no corte, mas abstraia), que deixou o matador Fernandão na cara do gol pra fazer seu 15º gol no campeonato. 

No início do segundo tempo, Wallysson, do nada, caiu com dores e entrou M. Gabriel. Não tirar ele no intervalo pareceu treta pra matar o tempo mas sigamos. Bahia começou bem a segunda etapa, atacando bastante, acertando os passes. E continuou cedendo contra ataques. Num deles, uma situação inusitada. Feijão matou a jogada e Hélder, que estava no lance também, foi doido atrás do juiz dizendo "Fui eu que empurrei, fui eu que empurrei", pra livrar o companheiro do segundo cartão. Hélder já tinha previsto o que estava pra acontecer. Juiz não puniu ninguém com cartão mas ficou de olho. Ai veio a (única, ao meu ver) falha de Cristóvão no jogo, mas que quase custou a partida. Tirou Hélder, colocando Demerson na lateral direita, puxando Rafael Miranda para o meio campo, voltando a ser volante. A expulsão de Feijão estava cantada. Feijão, não estava bem no jogo, já havia feito 4 ou 5 faltas após o amarelo. O medo se concretizou e Feijão foi expulso pela repetição, numa falta simples. Dai em diante, sufoco total. Diferente da covardia de outrora, Cristóvão tirou Fernandão e não colocou um volante, colocou a Obina. Assim, o Bahia ainda tinha o contra ataque e em duas oportunidades quase ampliou, com M. Gabriel e com o próprio Obina. Gilberto (que é um belo centro avante, diga-se. Queria ele no Bahia.) finalizou três vezes sem sucesso.

Quero ver meu time ganhar sempre, mas não sou a favor da cera que o Bahia fez, foi fora do normal. Os caras caíram em campo umas 5 vezes no segundo tempo. Coisas do futebol brasileiro. Juiz deu 5 minutos, Bahia segurou a pressão e ganhamos a segunda seguida. 

Essa foi a reação da galera no apito final, gravado do meu celular fudido:



As probabilidades para o rebaixamento ficaram assim:

Fonte: UFMG - Departamento de Matemática

Acho que o time jogou próximo do seu limite. Fernandão, mais uma vez, o salvador da pátria. Talisca, mesmo sem fazer gol ou dar assistência, jogou uma das melhores partidas pelo Bahia. Deu a dinâmica que o ataque do Bahia precisa ter, com passes cirúrgicos e em profundidade, deixando os atacantes em condições de finalizar. Cristóvão acertou na escalação, errou numa das substituições, e mostrou atitude em outra. Acho que foi bem. Mostrou também que está poupando Madson da torcida, colocando dois laterais improvisados na lateral direita durante a partida. 

Espero que eu esteja errado, quando disse que a partida contra o Cruzeiro estava perdida. Seria bom demais brocar os vendidos lá dentro, com taça e o escambau. Mas a situação não é das melhores para este jogo. Se vierem completos, será bastante complicado. Continuemos a secação. A rodada foi quase perfeita pra nós. Exceto a entregada para o Vasco, Fluminense perdeu, Criciúma empatou, Ponte carimbou o rebaixamento e passamos a Lusa. Estamos quase livres da degola.

#ChupaCruzeiro #ChupaVasco #ChupaCBF #ChupaTodoMundo #BBMP

P.S.1: Nunca comprem o setor Leste Superior. LONGE PÁ PORRA! Cheguei cansado lá em cima.

P.S.2: A Arena precisa melhorar MUITO a indicação dos setores nos arredores do estádio. A galera ainda está perdida. Leste Inferior entra em um lugar, Leste Intermediário em outro, Leste Superior lá no Dique... 

Edit. 1:
P.S.3: 
Público: 33.662 mil
Renda:  R$ 447.232,50



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Autor: Rafael Pimenta

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