Fio de esperança

                                                       (Foto Reprodução / Fonte: Google)


Bom dia família tricolor,

O Fluminense, finalmente, me surpreendeu. Um jogo em que 99,9% dos torcedores achavam que sairímos do Independência com uma acachapante goleada pode ter sido o marco de uma recuperação dentro do Campeonato Brasileiro. Não acredito em vaga na Libertadores, muito menos em título.
O papel do Fluminense no campeonato é fazer 46 pontos e planejar o ano de 2014.

A primeira surpresa da noite foi a escalação do time. Tem sido uma tônica de Vanderlei Luxemburgo surpreender nas escalações, até mesmo pela falta de opções. Dessa vez a novidade foi o volante Rafinha e também a escalação de Rafael Sóbis jogando centralizado. O jogo começou e o que pudemos ver foi uma mudança de postura. O time jogando com inteligência, tocando a bola e tentando surpreender o Atlético nos contra ataques. Vanderlei foi inteligente de escalar os três volantes e apostar na velocidade do Rhayner, já que o Galo jogava com um homem só na marcação, o violento Pierre. E foi um contra ataque que abrimos o placar. A defesa cortou a bola e após bela tabela de Vagner e Sóbis, o primeiro abriu na direita pro bom volante Rafinha que chegou no fundo e cruzou, a defesa adversária cortou mal e Vagner empurrou no cantinho pra abrir o placar pro Fluminense. Surpreedente, não? Um natural recuo e a chance de novos contra ataques. E num deles Rafael Sóbis recebeu sozinho na entrada área e chutou em cima do goleiro Victor. Na atual fase, é inadimissível perder um gol desse. Nos acréscimos, Bruno fez falta em Ronaldinho Gaúcho que acertou uma bela cobrança. Indefensável. Um adendo: Qual árbitro dá 3 minutos de acréscimos no primeiro tempo?

Veio a segunda etapa e o Fluminense continuou mantendo a regularidade e apostando nos contra ataques para voltar a marcar. E foi exatamente o que aconteceu. Um roubada de bola no meio de campo e Rafinha toca para Rhayner atravessar o campo todo adversário e tocar por cima do goleiro. Um belo gol. E o nosso Rhayner, hein? Do céu ao inferno. Logo após o gol sua falta de inteligência e afobação prejudicaram a equipe. Um carrinho. Segundo amarelo. Vermelho. Não é a primeira vez que Rhayner faz isso. É preciso uma chamada. Outro adendo: a expulsão foi merecida, mas a falta de critério do árbitro foi revoltante. Rever, Pierre e Tardeli mereciam uma expulsão. E nada.

O Fluminense se segurava jogando com um a menos até aparecer a ruindade do zagueiro Anderson. Fez uma falta desnecessária no zagueiro adversário. Ronaldinho, mais uma vez, acerta uma bela cobrança. Todos tememos o pior. Faltavam, ainda, 10 minutos (mais 4 de acréscimo) e o Atlético pressionando. Sem sucesso. Fim de jogo e um empate que poderia ter sido vitória se analisarmos o contexto da partida.

Porém, se fossemos líderes do campeonato e tivéssemos empatado com o Galo em Minas, estaríamos comemorando e achando um belo resultado. Confesso que fui dormir tranquilo após muito tempo, pois vi um time bem postado em campo, sabendo das suas limitações e jogando com vontade. Nos dá esperança de sair da atual situação e respirar aliviado. Era a postura que faltava pro torcida abraçar o time.

Façamos agora nosso parte no jogo de sábado contra o Bahia no Maracanã.

NOS ACRÉSCIMOS:

- Eu espero que Vanderlei tenha percebido que Anderson é horroroso. É uma espécie de Cris mais novo. Coloca qualquer outro.

- Rhayner é o mal necessário. Jogador que contagia o time com sua vontade e velocidade, mas é muito limitado de inteligência.

- Edinho fez uma grande partida.

- Perdemos Cavalieri e Rhayner pra sábado. Veremos qual será a próxima surpresa de Luxemburgo.

- Caiu no Horto, tá morto de tanto tomar porrada. Como bate o time do Atlético.

OBS: A foto do post é de Telê Santana. Grande tricolor que era apelidado de Fio de Esperança, título da coluna.

SAUDAÇÕES SEMPRE TRICOLORES!!
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Autor: Unknown

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