De volta a Libertadores em 2013 o Grêmio concentrou todas as suas atenções e se preparou focando o torneio continental, buscando o Tri-campeonato. Com isso, o estadual ficou de lado, no primeiro turno o time teve campanha discreta, se classificou em terceiro, com quatro vitórias e quatro derrotas. No mata-mata o time foi eliminado logo de cara pelo Inter, nas quartas. Simultaneamente a isso a disputa da Libertadores, o Grêmio passou pela pré-Libertadores com requintes de crueldade, nas penalidades dentro da nova Arena.
Vargas, Barcos, André Santos e Cris reforçaram o time, que tinha elenco para buscar o título continental, mesmo a derrota dentro da Arena contra o Huachipato na estreia não desanimou os Gremistas. Em seguida uma vitória maiúscula sobre atual campeão Brasileiro, dentro de sua casa por 3 a 0 e outra vitória sobre o Caracas, desta vez, em casa. No segundo turno do Gaúchão, a campanha foi melhor, líder da chave, o time tirou o São Luiz nas quartas-de-final, porém caiu frente ao Juventude nas semi-finais. Foco total na Libertadores, porém Luxa já balançava. Vieram dois empates (Huachipato e Fluminense) e uma derrota (Caracas) na Libertadores e o time se classificou em segundo.
No duelo contra o Santa Fé nas oitavas-de-final, a expulsão de Cris mostrou a outra face do zagueiro multi-campeão na Europa e o Grêmio foi para Bogotá com a vantagem minima. Na volta o time Colombiano empurrado pela torcida conseguiu o gol com Medina na parte final do jogo e teve a classificação carimbada.
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| O Grêmio de Luxa na Libertadores. |
Depois de um inicio mediano no Brasileirão, junto com os fracassos no Estadual e na Libertadores, Luxemburgo não seguiu no cargo de técnico do imortal, durante a parada para a Copa das Confederações, Renato Portaluppi teve seu retornou ao time onde é ídolo selado. Com seu estilo inconfundível o técnico já chegou implantando o losango que foi destaque no Grêmio que ele recuperou e levou a Libertadores em 2011 e no Fluminense que chegou até a decisão do torneio continental em 2008.
18 jogos e 31 pontos depois o Grêmio que Renato pegou em 7º estava dentro do G-4. Nesse percurso Renato fez algumas mudanças na estrutura tática, migrando do losango no meio-campo para o 3-5-2. Implantado no clássico contra o Inter. Portaluppi se preocupou em organizar a defesa e balancear o setor com Pará e Alex Telles livres para apoiar o ataque, Ramiro, Souza e Riveiros foram escalados no meio-campo, três volantes, tendo em vista que um sempre saia para o jogo para ajudar a acionar Kléber (Vargas) e Barcos que também recuavam para ajudar a criar.
Porém como toda situação tem seu lado negativo, Elano e Zé Roberto os pilares do time de Luxa perderam espaço em um time que "não" precisa de um camisa dez como Zé Roberto, nem um homem que pode jogar pelo lado como Elano.
Mesmo com as várias mudanças o Grêmio se achou e não parece precisar de uma nova alteração, tanto de esquema como de peças, taticamente é muito funcional, todas as peças se sincronizam e tem sua importância e se engana quem pensa que o time é pragmático porque tem três zagueiros e três volantes. O problema é que o Grêmio se achou no 3-5-2 porém parece "não saber" jogar em outros esquemas. Esse é o problema.
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| Um dos volantes saindo e um atacante recuando para armar como descrito acima. (Foto: Reprodução) |



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