Estivesse você, leitor, no final da década de 90, fosse um empresário de um grande clube e quisesse um jogador rápido, finalizador, novo e muito promissor no mercado, de preferência defendendo um clube pequeno, eu com toda a certeza lhe recomendaria o Adrianinho.
Adriano Manfred Laaber, nascido no dia 11 de julho de 1980, em Jundiaí (SP), tem 1,74 metros de altura, é meia, canhoto e atualmente integra o elenco da Ponte Preta.
Adrianinho começou em 1998, em um time da Ponte Preta de Campinas recheados de boas promessas. Luis Fabiano, Washington, Mineiro e Fábio Luciano, entre outros, despontariam com a camisa alvinegra nesta mesma época. Destes, Adrianinho talvez seria o talento mais promissor - meia de ligação, rápido, com um bom passe e um bom chute. Pode ser que o tempo na Macaca tenha prejudicado a sua carreira, mas o fato foi que o loirinho só abandonou o clube campineiro 6 anos depois, em 2004, para ir ao gigante de São Paulo, o Corinthians.
Antes do Corinthians, fica aqui uma curiosidade: O meia recebeu o convite para ter a naturalização austríaca em 2003, para assim poder defender a seleção da terra de seu pai. Adriano aceitou, mas nunca chegou a ser convocado. Mais uma história de azar na carreira do nosso escolhido.
Enfim, a equipe formada pelo Timão em 2004 certamente entrou para a história como uma das mais decepcionantes que o clube já teve. Era formada por conhecidos nomes, como Fábio Costa, Anderson, Fábio Baiano e Gil; além das promessas: Dinélson, Régis Pitbull, Jô e ele, Adrianinho.
Não, não deu certo. O primeiro semestre corintiano de 2004 foi terrível. Atuações desastrosas e muitas derrotas fizeram o alvinegro depender de uma vitória do São Paulo sobre o Juventus da Mooca na última rodada do Campeonato Paulista para não cair para a divisão de acesso. Para a surpresa de muitos, Grafite deu a vitória ao Tricolor e derrubou o pobre Moleque Travesso.
Com o fiasco corintiano, Adrianinho foi embora, junto com outros jogadores que decepcionaram, logo após o primeiro semestre. Tentou se achar no Paysandu, mas nada certo. Começou 2005 em outro clube de massa, o Flamengo - até jogou uma coisa ali, outra aqui, mas nada bom. Vila Nova? Talvez, time pequeno, poderia se reencontrar sendo o principal jogador. Não. Em 2006, conseguiu a sonhada por tantos jogadores brasileiros transferência para a Europa. É, foi para a Grécia, para um tal de OFI, mas tudo bem. E não, nada feito. Voltou para o Ipatinga e mal jogou. Ceará, no mesmo ano. Deu certo? Que nada. A decadência parecia não ter limites. Aos 27 anos, Adrianinho não despontava, não conseguia emendar uma sequência de bons jogos, não importava o clube. E foi sumindo do cenário nacional.
Sumido, mas finalmente em paz. Em 2007, Adriano achou uma casa no Brasiliense. Lá jogou bem, virou titular, usou a camisa 10 e honrou a camisa do Jacaré durante 5 bons anos. Brasília o acolheu bem, o meia achou um lar tranquilo e feliz para jogar bola. Com 31 anos e totalmente esquecido, viu seu contrato não ser renovado com o clube do Distrito Federal em 2012. Tentou o Sobradinho então, ali perto, do lado de onde ele estava indo muito bem, mas acabou por fim ao optar pelo retorno para onde tudo começou, em Campinas.
Na virada do ano, acertou a volta para a Ponte Preta. Está no plantel, treinando, mantendo a forma, já bem experiente, mas mal jogou. Poucas vezes frequenta o banco de reservas. Ah, na final do Torneio do Interior, ele entrou no segundo tempo e marcou um belo gol, que ajudou a Macaca a golear o Penapolense e ficar com o título. Um pingo de alegria em uma carreira tão desafortunada.
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| No começo de tudo... |
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| Cabeludo, no Flamengo |
| Olha ele aí vestindo a camisa do OFI-Grécia |
| Finalmente, no Brasiliense... |
| aonde encontrou seu futebol... |
| por um bom tempo. |
| Por fim, Adrianinho, em 2013, ao fazer um dos gols da final do Torneio do Interior, pela Macaca de Campinas |
Imagens: Reprodução/Google
Diogo Magri


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