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| Foto: Superesportes |
PÓS-JOGO: ATLÉTICO 2x0 (nos pênaltis: 3x2) NEWELL'S OLD BOYS
Complicado achar palavras que descrevem o que o atleticano está sentindo depois de uma das viradas mais épicas da história do Galo. Após um jogo em que aconteceu de tudo um pouco, a mística do Horto voltou a fazer diferença. Depois de tudo que passamos nos últimos anos... ESTAMOS NA FINAL DA LIBERTADORES!
A batalha não poderia começar melhor. Logo aos 3 minutos de bola rolando, Ronaldinho deu ótimo passe para Bernard que não desperdiçou. O 1x0 no começo deu mais confiança tanto para os jogadores quando para os torcedores, que viram o sonho da classificação se tornar mais real.
E o Galo seguiu melhor no primeiro tempo, apesar de não ter feito a pressão que era esperada. Em uma das boas jogadas ofensivas, Josué recebeu de Tardelli e não marcou por pouco.
Parecia ser noite do Atlético. Heinze, o zagueiro mais experiente do Newell's, saiu machucado e o goleiro Guzmán também teve problemas médicos e quase precisou ser substituído.
Mas o tempo foi passando e nada do segundo gol. Na etapa complementar, os argentinos voltaram dispostos a liquidar a fatura, dominar os espaços e calar o Independência. Porém, a chance clara desperdiçada aos 9 minutos era um prenúncio do que estava por vir.
Quando o jogo se encaminhava para a parte final, um fato inusitado ocorreu: um apagão parcial nos refletores do estádio atrasou a continuidade da partida e deu tempo para Cuca organizar o time.
Guilherme, que entrou no fim e passou por diversos momentos complicados com a camisa alvinegra, se encarregou de acertar um ótimo chute de fora da área e levar a decisão para as penalidades. Neste momento, até o mais pessimista dos atleticanos já sabia: o Galo sairia classificado de uma forma ou de outra!
E foi exatamente o que ocorreu! Após dois erros para cada lado, Víctor defendeu a cobrança do craque Maxi Rodríguez e finalizou com chave de ouro mais um capítulo dessa Libertadores que tem tudo para entrar na história alvinegra. Faltam duas batalhas!
Víctor: Brilhante. Está caminhando para se tornar um dos maiores ídolos de todos os tempos. Nota: 10.
Marcos Rocha: Não fez um jogo espetacular, mas melhorou em relação à partida em Rosário. Apareceu mais no ataque. Nota: 6,5.
Gilberto Silva: Ganhou várias jogadas. Só precisa caprichar um pouco mais na saída de bola. Nota: 7.
Leonardo Silva: Muito firme, apresar do problema no ombro. Nota: 7.
Richarlyson: Outro que apresentou alguma melhora, mas ainda acho que não passa confiança. Perdeu um pênalti de maneira bisonha. Nota: 5,5.
Pierre: Fez o básico de maneira eficiente. Nota: 6,5.
Josué: Que partida! Um verdadeiro monstro no meio. Marcou, apareceu na frente e por pouco não marcou seu gol no jogo. Nota: 8,5.
Ronaldinho: Foi muito bem marcado, mas contribuiu com uma assistência e um gol decisivo nas cobranças de pênaltis. Nota: 7.
Bernard: Foi o jogador mais inspirada do quarteto ofensivo. Buscou o jogo, chamou a responsabilidade e fez um gol. Nota: 9.
Diego Tardelli: Não faltou entrega. Fez algumas boas jogadas e se movimentou bastante. Nota: 7.
Jô: Lutou muito entre os zagueiros durante os 90 minutos, mas não conseguiu ter uma grande chance. Perdeu um pênalti que poderia ter custado caro. Nota: 6,5.
Entraram: Luan, Guilherme e Alecsandro.
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Agora é hora de nos mobilizarmos ainda mais. Ainda não ganhamos nada, apesar de um de nossos objetivos nunca ter estado tão perto. A torcida mais apaixonada do Brasil merece essa alegria. Orgulho de ser Galo e passar por isso.
Vamos pra cima do Olímpia!
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