| Ricardo Matsukawa / Terra |
O que começou bem, não podia terminar diferente. De Brasília até o
Rio de Janeiro, de Neymar contra o Japão até Fred no terceiro gol do
Brasil contra a Espanha. A seleção brasileira é tetracampeã da Copa das
Confederações. Com méritos, sem choros alheios e todos os "mimimis" que
rondavam o Brasil. Neymar é craque, Fred é artilheiro e a nossa camisa é
a maior do mundo. E moda é moda.
Não, o Brasil não foi campeão do
mundo, Mas se colocou na briga por ela. Antes do torneio começar,
estava distante de qualquer conquista. Quando a bola rolou, a maturidade
de uma seleção em formação se confirmava a cada jogo. Felipão, que para
muitos não merecia estar mais ali por ser ultrapassado, fechou o grupo e
colheu frutos de um trabalho sério.
Sobre a partida: só deu
Brasil. Do primeiro ao último minuto, o manto pentacampeão mundial se
mostrou gigante perto da atual campeã do mundo e que para muitos joga o
melhor futebol do planeta.
Marcando muito desde o começo e atacando com intensa velocidade, o
Brasil abriu o placar logo aos dois minutos, com Fred, o artilheiro da
Copa das Confederações. Por isso o título daquela forma. - Torres jogou
menos tempo, mas Fred foi mais decisivo, além de ser o campeão -
Explodiu o Maracanã e o país. Que torcida fantástica.
O gol
surpreendeu e assustou a Espanha, que já se via em desvantagem desde o
começo. Tentando jogar da sua forma, era engolida pela marcação perfeita
do Brasil, que aproveitava os vários espaços pra atacar e fazer tremer
as pernas dos campeões mundiais. Tremeram, literalmente.
O tempo
passou e com o domínio da partida, ficava aquele sentimento de que
precisávamos de mais um gol para jogar tranquilo o segundo tempo, então
ele veio com Neymar, o craque do campeonato. Uma bomba de esquerda,
deixando Casillas desnorteado e mais uma vez levando o Maracanã ao
delírio. Mas vale lembrar também o lance em que David Luiz tirou em cima
da linha o gol de empate da Espanha, alguns minutos antes. Fim de um
primeiro tempo perfeito.
| O artilheiro e o gênio (Ricardo Matsukawa / Terra). |
No segundo tempo, vi no semblante dos espanhóis uma vontade de buscar
o empate antes da bola rolar. Tocaram a bola por vinte segundos,
perderam e depois não acharam mais. Tudo isso porque em contra-ataque da seleção verde e amarela, Neymar deu aquela deixadinha para Fred, que entrando na área
bateu colocado, Casillas chegou a tocar na bola, mas ela morreu no fundo
do gol. O título se confirmou rápido demais. Perfeito.
Depois do
belo placar construído, tudo foi festa, mas antes a Espanha ainda teve
um pênalti a seu favor, que foi desperdiçado por Sérgio Ramos, sempre
ele. Agradecemos a preferência. De restante, gritos de olé, sarrafadas
dos espanhóis e sorriso no rosto dos brasileiros. Acompanhem o
raciocínio: TETRACAMPEÃO.
A sensação de ganhar um título é muito boa, principalmente depois de
todo o 'sofrimento' que a seleção brasileira passou, mas acredito que o
bom futebol apresentado nessa Copa das Confederações merece muito mais
valor, pois é justamente esse bom futebol que nos credencia novamente como candidata ao título mundial, no ano que vem.
Se um dia
enfrentamos a Rússia e fomos dominados, fazendo gol nos últimos minutos,
vocês podem ter certeza que no ano que vem isso não vai acontecer. É a
volta do respeito. O pentacampeão mundial, que hoje ainda está fora do
top 20 da FIFA, voltou a assustar todo mundo. E do lado da poderosa
torcida brasileira, só aumenta ainda mais o nosso poder de fogo.
Não
só como ponto positivo da partida, mas como também do campeonato, Fred,
Neymar, Luiz Gustavo e Júlio César foram os caras da seleção. O grupo todo foi muito
bem no torneio, menos Daniel Alves, que pelo menos conseguiu se redimir
hoje com muito empenho.
De negativo, só os espanhóis que nos
chamaram de macaco pelo twitter durante a semana. Mas pensando bem,
juntando o útil ao desagradável, o Brasil é um King Kong de tão gigante
no futebol, enquanto a Espanha, é um mico leão dourado. Hoje, esmagamos o
pobre miquinho.
Parabéns aos vinte e quatro jogadores que fizeram parte do grupo, contando com Leandro Damião, que se lesionou e não pode participar da Copa das Confederações, mas esteve na lista desde o começo, fez parte de certa forma da reformulação da seleção. Parabéns ao Felipão, técnico com estrela e muito trabalhador. Não é um lord, mestre das táticas super desenvolvidas e modernas, mas é vencedor e tem qualidade. Parabéns a torcida brasileira, que em meio a tantos protestos nessas últimas semanas, soube diferenciar a luta por um país melhor, do futebol da seleção e o nosso gosto por ela.
O texto foi gigantesco, eu sei, mas eu agradeço de coração a todos aqueles que chegaram até aqui e que principalmente me acompanharam desde o começo. Agradeço também pela confiança e responsabilidade que me deram em representar a maior seleção do mundo, aqui no C11. Vamos todos juntos rumo ao hexa.
É tetra das Confederações! Rumo ao hexa mundial!
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