As diversas prévias do embate final da Copa das Confederações apontavam para vários caminhos que o Brasil poderia traçar para vencer a tão temida Espanha no Maracanã. Ao final desta noite de Domingo, todos exaltam o jogo perfeito que fez a seleção de Felipão, as lições deixadas pela Itália, junto com o conhecimento do rodado e vencedor treinador e os trabalhos motivacionais, aqueles que vão além da tática e da técnica e que resultaram em convincentes três a zero fecham o primeiro ciclo.
Empurrada contra a parede pela marcação pressão e pela torcida Brasileira a Espanha se atordoou nos primeiros movimentos da final, quem esperava muito toque da Espanha e muito cerco Brasileiro, de vista se enganou e viu muita intensidade de Seleção Canarinho. O artilheiro Fred fez o gol típico de centro-avante, caído, na garra, logo no primeiro ataque.
Felipão tratou dos assuntos prévios a partida com muita lucidez, para fazer as melhores escolhas. E fez. Pressionou a Espanha no campo de defesa para roubar a bola com velocidade. Usou a incisividade de Neymar pelo flanco esquerdo sobre o fraco Arbeloa e deixou lateral do Real Madrid atordoado (embate que pode se repetir nos clássicos espanhois). Por fim, manteve Oscar, que abaixo do seu melhor condicionamento físico, não fez boas partidas e teve sua titularidade contestada e comeu a bola na final, sobre tudo no primeiro tempo.
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| Exemplo da pressão Brasileira na saída de bola, três homens fazem o cerco a Iniesta e roubam a bola. |
Até em posse de bola o Brasil foi superior, mordendo a Espanha durante os quinze minutos iniciais, com Paulinho e Luiz Gustavo anulando Xavi e Iniesta. Com um detalhe: Hoje Paulinho saiu pela esquerda, a exemplo do que faz no costumeiro lado direito, lado direito que Luiz Gustavo usou para anular Iniesta. Mais a frente Oscar fez sua melhor partida na Copa das Confederações, centralizado, o meia caia as costas dos dois volantes e em alguns momentos se alinhava com Fred no comando de ataque.
Nas beiradas o camisa dez fazendo a diagonal as costas de Arbeloa infernizando o Espanhol, e Hulk recuando para anular Alba. Com os flancos dominados, Mata circulou da esquerda para o meio, mas foi pelo lado esquerdo, na única vez que teve espaço, que ele armou um contra-ataque que passou por Pedro e parou nos pês de David Luiz sobre a linha do gol. Foi um golaço do zagueiro, que como diria Felipão, "zagueirou". Colocando um até breve no espetacular primeiro tempo, Oscar lançou Neymar, que tabelou com o mesmo Oscar e acertou um chutaço no ângulo de Casillas.
O amarelo de Arbeloa na primeira etapa, o jogador que marcava Neymar, fez com que Vicente del Bosque o trocasse por Azpilicueta afim de conter os avanços do novo craque do Barça sem um perigo imediato de expulsão. Não deu nem tempo, Azpilicueta nem viu Neymar entrar em diagonal para fazer o corta-luz da bola que veio de Hulk e acabou na rede com a finalização de Fred. Incontestáveis 3 a 0.
Daí a frente foi só alegria, o jogo acabará com o terceiro gol, segundo de Fred, no jogo. Mas Sergio Ramos teve a chance no pênalti sofrido por Navas de mudar essa história, ou ao menos tentar, mas como zagueiro que é, bateu para fora o pênalti e as últimas chances de uma entregue Espanha. Ainda teria a expulsão de Piqué na arrancada de Neymar, que pararia dentro do gol, para deixar a vitória Brasileira com requintes de crueldade.
A conquista da Copa das Confederações fecha um ciclo, muito diziam que não precisava ganhar, mas achar um jeito de jogar, o Brasil conseguiu tudo isso, e ainda mostrou ao Mundo e a nós Brasileiros que Neymar não é esse pipoqueiro que diziamos ou dizemos e que Felipão pode ser moderno e reajustar seus conceitos, e que ele é bom pra caraca. 2014? É outra conversa.



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