Quem sabe um dia, Libertadores

Folha de S. Paulo
Para o restante do Brasil, festa, alívio e muitas piadas. Para nós, tricolores, apaixonados e sonhadores, o mundo acabou. Não é exagero. Não existe chão debaixo dos pés de quem ama verdadeiramente o Fluminense Football Club. Dói, mas estamos eliminados da Libertadores da América.

Entramos em campo com uma série de resultados a favor para classificar e mesmo assim, ficamos de fora. Seguindo o bordão de um asqueroso qualquer, a bola pune. Fomos punidos pelo não merecimento de conquistar a Libertadores. Estou tentando descobrir o que dói mais, merecer e não ganhar, ou não merecer, avançar, avançar, confiar e no fim, cair da mesma forma.

Tentando marcar pressão desde o início, o Olimpia não achava espaços e o Fluminense conseguia sair um pouco pro jogo. Isso empolgou um pouco. E nos deixou extremamente aliviados quando o gol de Rhayner aos onze minutos deu ainda mais o tom do verde, branco e grená na semifinal do torneio continental. 

Com o resultado desfavorável, o Olimpia foi pra cima de uma vez, enquanto o Flu conseguia segurar o ímpeto e manter a boa vantagem que tinha, mas não pensou em ampliar o placar. Os paraguaios agradeceram e já pro final da primeira etapa, de tanto tentar, abriram o placar em uma cobrança de falta que todos davam a entender que seria cruzada. Cavalieri aceitou, 1x1.

O placar ainda era nosso, mas foi um baque grande para o time. Ficou nítido. Tanto que não demorou muito e lá foi Digão, que vinha tendo uma atuação de deus, fazer pênalti. Salgueiro, vermelho, balançou o coração dos índios; virada. Tudo por água abaixo no Flu.

Teve um segundo tempo todo pra conseguir pelo menos um gol, mas chegou uma hora em que a própria moça bonita e charmosa Libertadores virou para o Fluminense e disse que um dia fomos merecedores de conquistá-la, mas hoje não, esse ano, não. E com isso, a bola não entrou. Pior de tudo, não houve um verdadeiro 'uuh' do torcedor tricolor. Só sofrimento e reza, oração, da forma que sua religião chamar.

A derrota se confirmou com o passar do tempo e a dor tomou conta de nossas almas e corpos. A eliminação é mais uma vez, a realidade do Fluminense neste torneio que segue sendo o sonho de muitos tricolores. A quarta decepção nos últimos cinco anos. É ridículo demais falar isso, mas vida que segue.

Agora o Fluminense vai focar no Brasileirão e na Copa do Brasil, tentando levantar pelo menos um caneco nesse ano, que não terá o mesmo valor da formosa continental, mas que pode salvar esse elenco caro que deixou a desejar em muitos aspectos. Em um futuro não muito distante, isso será abordado aqui, aguardem.

Final de semana é o Criciúma o adversário que nos enfrenta de ressaca, em Macaé, pelo Campeonato Brasileiro.

Chorei, sofri, perdi. O sonho acabou.
 

Eu te amo, Fluminense.
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Autor: Clayton Mello

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