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| Foto: Felipe Higino |
Oi, me chamo Associação Portuguesa de Desportos, e pedi este
espaço emprestado para deixar um desabafo. Nos últimos dias, comecei a ler os
guias do Brasileirão. Queria estar por dentro dos meus adversários, saber de
jogadores, estádios onde visitarei e curiosidades. No começo, tudo estava lindo e maravilhoso,
até chegarmos à parte das análises do campeonato (que ainda nem começou), na
qual os especialistas do futebol já me apontavam como uma perdedora, uma
derrotada, e que estaria fazendo hora na Série A.
Oras, achei estranho
todas aquelas análises, todos aqueles números e argumentos vindo de pessoas que
sequer me acompanharam na fase difícil que passei na Série A2.
"Por onde será que analisaram meu futebol?", me
perguntei, enquanto enxugava minhas lágrimas, e tentava entender quais eram os
parâmetros. O número de vitórias? O número de gols? Minha classificação no
último campeonato que disputei, onde cumpri minha obrigação e fui campeã?!
É verdade, não tenho
os melhores jogadores me defendendo.
Mas tenho um time, uma camisa, uma história. Claro, fizemos jogos fracos, envergonhamos os nossos torcedores e não nos reforçamos como era esperado. Mas será que me rebaixar sem a bola sequer ter rolado é certo? E todos os serviços que prestei ao futebol, para onde foram? Ano passado, também fui rebaixada antes de entrar em campo, mas em dezembro provei para todos os críticos que a primeira divisão, é sim, o meu lugar, e que mereço respeito! Ou melhor, o meu torcedor merece respeito, pois é fiel e não me abandonou nunca, em nenhum momento, mesmo quando lhes dei um "tapa na cara" e perdi...feio. Sábado, 25 de maio de 2013, vou entrar em campo lutando contra todas as minhas dificuldades e, com a vontade de, mais uma vez, calar os críticos e os entendidos, provando que o futebol é jogado dentro das quatro linhas, e que nem sempre o mais pobre financeiramente perde.
Mas tenho um time, uma camisa, uma história. Claro, fizemos jogos fracos, envergonhamos os nossos torcedores e não nos reforçamos como era esperado. Mas será que me rebaixar sem a bola sequer ter rolado é certo? E todos os serviços que prestei ao futebol, para onde foram? Ano passado, também fui rebaixada antes de entrar em campo, mas em dezembro provei para todos os críticos que a primeira divisão, é sim, o meu lugar, e que mereço respeito! Ou melhor, o meu torcedor merece respeito, pois é fiel e não me abandonou nunca, em nenhum momento, mesmo quando lhes dei um "tapa na cara" e perdi...feio. Sábado, 25 de maio de 2013, vou entrar em campo lutando contra todas as minhas dificuldades e, com a vontade de, mais uma vez, calar os críticos e os entendidos, provando que o futebol é jogado dentro das quatro linhas, e que nem sempre o mais pobre financeiramente perde.
Felipe Higino

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