Muita razão, pouca emoção

Nelson Perez/Fluminense F.C

O Fluminense empatou em 0x0 com o Olimpia em São Januário, em partida válida pelas quartas-de-final da Libertadores da América, em jogo de ida. O título explica bastante coisa.

O que você leu aqui, após a classificação contra o Emelec pelo placar de 2x0, você não lerá neste texto. Diferente daquela dia, o Fluminense teve muita racionalidade e pouca alma, pouca raça. O time adversário, óbvio, é superior ao anterior, mas o Flu ainda assim poderia ter construído um resultado consistente em seus domínios. Cercou demais, arriscou de menos. Libertadores, amigos, tem que ter muito peito e coragem. Fica a dica.

Logo de início, o time tricolor foi muito bem, tive a impressão de que meu Fluminense que orgulha muito o torcedor quando se trata de Libertadores, mesmo sem ter ganho ainda, estava mais firme do que nunca. Engoliu o Olimpia na marcação e buscava jogadas inteligentes rumo ao delírio da torcida mais apaixonada e corneteira do planeta. Leandro Euzébio, desperdiçou uma boa chance. Uma das poucas. 

Em certo momento, chegamos a ter 77% de posse de bola. Isso é muito, mas a bola ficava só no pé, não estufava a rede. Muito toquinho, muita covardia. Isso irrita. O Olimpia, esperto e cascudo, se segurava como podia, mas virava e mexia, estava lá a parte direita deles aberta, ou até o meio, próximo a grande área. Não aproveitamos. Final da primeira etapa: 0x0.

O ponto positivo e o orgulho da noite

O segundo tempo rolou, nada mudou. O Olimpia estava ainda mais fechado, dificultando nosso jogo. Do primeiro segundo até mais ou menos os trinta minutos, nada aconteceu. Da-lhe chuveirinho sem objetividade, da-lhe toquinho pro lado, da-lhe irritação, frustração. Apenas uma boa jogada de Fred, deixando Rhayner em boa condição para abrir o placar, seria a salvação da segunda etapa, se não fosse a péssima conclusão do xodózinho. Se atrapalhou todo.

Abel fez suas mudanças: Lançou Felipe, Samuel e Sóbis. Na minha visão, apenas o Felipe rendeu algo melhor, mas de qualquer forma, foi nulo. A bola não ia entrar de jeito nenhum daquela forma. Principalmente com um Wellington Nem que não sabe chutar, quando recebeu uma chance clara de abrir o placar já no final ou passar pro matador Frederico, preferindo sumir com a redonda. O chute foi tão horrível que eu nem sei qual direção ela tomou. Final de jogo.

Agora o Fluminense terá que buscar a vaga em solo falsificado, digo, paraguaio, no Defensores del Chaco.Tenho boa lembrança de lá. Em 2008, vencemos o Libertad por 2x1 neste mesmo local. Se o resultado for o mesmo daquela época, avançamos a semifinal.

Se existiu algum ponto positivo no time ontem, me digam nos comentários. Talvez o Cavalideus, que jogou uno com o Abelão a partida toda, sem sofrer nenhum perigo. De negativo, todo mundo.

No domingo, o Fluminense tira o foco do torneio continental para dar início ao Brasileirão, em Macaé, contra o Atlético-PR, às 18h:30.

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Autor: Clayton Mello

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