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| Nelson Perez/Fluminense F.C |
Fluminense e Vasco se enfrentaram neste sábado, no Engenhão, em partida válida pela semi-final da Taça Guanabara, primeiro turno do estadual. E infelizmente, nosso Fluzão está fora, derrota por 3x2.
Alguns detalhes são primordiais no futebol. Como 'furar a bola' quando estiver na frente do placar. Como jamais dizer que confia em sua zaga de olhos fechados. Como ter atenção total do primeiro ao último minuto da partida. Essas coisas, o Fluminense mostrou hoje que não aprendeu. Se aprendeu, esqueceu.
Hoje posso dizer que estou 'decepcionado' com o que houve. Pelo contexto da partida, mesmo que ao pensar bem e entrando na cabeça do Gaúcho, técnico do Vasco, era previsível.
O contexto: Começamos muito bem, pressionando o Vasco, jogando enfim um futebol legal, que agrade a torcida. Prova disso foi uma bola na trave com segundos de jogo. O primeiro tempo, foi nosso, só faltou o gol, porque oportunidades, não faltaram. É aí que entra o previsível...
Veio o segundo tempo e um Vasco com postura diferente, partindo pra cima. Simples a atitude. O Fluminense vem de uma viagem desgastante e uma partida dura, quase não treina de forma correta e dois dias e meio depois, tem um clássico decisivo. Gaúcho, inteligente demais, explorou o fato. E o Vasco, deitou e rolou, com ressalvas.
Após a parada técnica do segundo tempo, o Vasco abriu o placar, com Bernardo. Para muitos, inclusive eu, o jogo tinha acabado ali e o time da Colina avançaria a final, mas... O Fluzão virou. Sim, isso mesmo. Em sequência, em uma pausa de três minutos de um gol para outro. Felicidade, emoção, adrenalina de um clássico, tudo estava perfeito, não fosse as velhas lições do futebol. Não fosse a inteligência de Gaúcho.
Tudo parecia muito bem encaminhado para o tricolor mais amado do Brasil, até que o Vasco empatou, após falha e desatenção da zaga e de Cavalieri(sim, ele falhou). Que jogão.
Aquele time de 2012, campeão brasileiro, era muito tranquilo e sabia agir em situações favoráveis no placar, furava a bola, fazia cera, irritava o adversário. Era malandro. Esse ano, com os mesmos jogadores, isso não está acontecendo. E além de tudo, a zaga que parecia ter tomado jeito e foi a menos vazada do torneio nacional, voltou a cometer falhas inadmissíveis. O Vasco agradeceu e virou.
Se um time está desgastado, não adianta forçar, teu adversário sempre terá mais perna. Gaúcho jogou a isca e Abel, como um peixe inocente, pegou. Vasco classificado, de virada, de forma emocionante.
Podemos destacar positivamente Carlinhos e Thiago Neves. Negativamente, eu prefiro fazer uma pergunta: Vai demorar muito para o Deco ir atrás de sua aposentadoria no INSS? Além também de Wellington Silva e Gum, que tiveram participações essenciais para os gols do Vasco.
Só entramos novamente em campo pelo Campeonato Carioca no dia 17 de Março, quando inicia o segundo turno, a Taça Rio.
Pela Libertadores, quarta tem jogo. Huachipato-CHI é o adversário. Vencer é necessário. As velhas lições do futebol, também.
Saudações tricolores.
Pela Libertadores, quarta tem jogo. Huachipato-CHI é o adversário. Vencer é necessário. As velhas lições do futebol, também.
Saudações tricolores.

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