Às favas com o óbvio ululante!

Precisando da vitória, o Botafogo vence o Flamengo em jogo permeado de polêmicas.
Em partida de superação, Botafogo mostra, em pleno aniversário de Zico, poder de recuperação e vai a final.

Execrado no clássico anterior, onde atuou de volante, Julio Cesar dá a volta por cima e marca o primeiro gol do Botafogo.  (Foto: Reginaldo Pimenta / Agência O Globo via globoesporte.com)



Muito se falou durante a semana que o Flamengo estava garantido na final, que ia fazer e acontecer. A confiança rubro-negra manteve-se alta e o que a vitória era o óbvio ululante rodrigueano: O final perfeito para o aniversário de Zico. Mas o Botafogo não tem nada a ver com isso e estragou a festa rubro-negra em meros 55 segundos.

O Flamengo veio com a vantagem de jogar pelo empate para classificar-se à final, porém todo o plano de jogar no contra-ataque foi abaixo no 1º minuto. Jogada rápida pela esquerda, Seedorf atraiu a marcação de Gonzalez, e soltou a bola para Julio César, que em linda jogada individual passou por 3 marcadores e rematou no cantinho de Felipe. Gol do Botafogo, com a bola batendo caprichosamente ao poste antes de balançar a rede. Um gol de redenção para Julio Cesar, que fora muito criticado na derrota na fase de grupos para o Flamengo, onde atuou de volante. Na partida de ontem como lateral esquerdo, sua posição original, foi irretocável.  Após o gol, a vantagem era toda do Botafogo, que pressionou muito o Flamengo, mas mostrou problemas na conclusão. O Flamengo acusara o golpe e pouco jogou no primeiro tempo.

No segundo tempo, o Botafogo diminuiu a pressão sobre o adversário, que com modificações começou a acuar a equipe alvinegra no campo de defesa em busca do empate, também ocasionado pelo reposicionamento de Fellype Gabriel, que começou como volante mas foi realocado para a ponta com a lesão de Andrezinho já no fim do 1º tempo. Andrezinho deu lugar ao volante Gabriel, que fez ótima partida. Neste momento, a figura de Jefferson aparece em inúmeras oportunidades operando grandes defesas, como a em cabeçada de Hernane a queima roupa. O adversário pressionava de todas as maneiras e o Botafogo se defendia como podia. O time, cansado, dava mais espaços e perdia a capacidade de contra-atacar, se limitando a conter o adversário. Então, Oswaldo de Oliveira lança mão de Vitinho no lugar de Lodeiro, exausto. A equipe então se reconfigura com Vitinho na ponta esquerda e Fellype Gabriel à direita, passando a ser muito perigosa no contra-ataque ante um desesperado adversário, que buscava o empate a torto e a direita. Vitinho incendiou o jogo, tendo ao menos 3 oportunidades de matar o jogo, mas parando em boas defesas de Felipe, até o momento derradeiro:

"47' do segundo tempo, bola na área do Botafogo, o goleiro Felipe vai ao ataque. A bola é cruzada, defesa afasta, goleiro continua lá. Outro cruzamento, goleiro continua lá, rechaçada. Um terceiro cruzamento e bola na mão de Jefferson. Jefferson lança rápido para Gabriel na ponta esquerda, que cabeceia para Vitinho, que remata sem goleiro à meta. Gol do Botafogo! "

E assim, como num grito primal de libertação, o derradeiro gol no último minuto sacramenta a vitória alvinegra, a primeira da equipe ante o Flamengo no Engenhão. E assim o Botafogo se classifica à final da Taça Guanabara contra o Vasco da Gama. Ah, e Parabéns pro Zico. Zicou.
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Autor: Victor Ferreira

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