São Paulo 3x0 Linense: Enfim, a liderança

Léo Pinheiro/Ag. Estado

Ontem, no Morumbi, o São Paulo venceu bem e chegou pela primeira vez a liderança do Campeonato Paulista. A vítima foi o Linense, então invicto na competição, e o placar foi 3x0.

Não ganhamos de um time fraco. Obviamente, o Linense é bem inferior ao São Paulo, mas tem um time organizado e bem postado em campo - tanto que não tinha perdido ainda. Por isso, o placar vantajoso se explica pela boa partida feita pelo Tricolor, pressionando e criando chances o tempo todo.

O time perdeu muitos gols. Principalmente Luis Fabiano e Aloísio. Sim, poderia ter sido mais, pelo o que o time criou. Osvaldo e Jádson, de novo, foram os grandes destaques, e seguem como os melhores do time neste início de temporada. Já o camisa 9 não vive uma boa fase.

Ainda no início do primeiro tempo, Douglas chegou bem pela direita, invadiu a área e rolou para Jádson abrir o placar. O suficiente para tirar a pressão do time. O resto do primeiro tempo, tranquilo, sem sustos.

No segundo, já com tudo mais ou menos resolvido, Osvaldo fez linda jogada partindo do meio-campo, deixou Luis Fabiano na frente do gol, que preferiu devolver o favor. Gol do craque da camisa 17. Pouco tempo depois, Lúcio roubou a bola no campo de defesa, fez boa jogada, tocou para Jádson que lançou Osvaldo. O nosso Messi do Nordeste driblou o zagueiro e tocou para Luis Fabiano, que só tinha que concluir - pena que o Fábio Lima chegou antes dele e marcou contra. Fim de papo, 3x0.

Agora, alguns comentários. Primeiro sobre o time, começando lá atrás. Não tomamos nenhum gol, muito menos fomos ameaçados. A zaga, formada por Lúcio e Rafael Tolói, me passou segurança pela primeira vez. Era questão de tempo para o entrosamento, os dois são os melhores zagueiros do elenco. Parece que agora engrena. No ataque, o Aloísio vem entrando e mostrando serviço. Merece uma vaga de titular, formando o ataque com Osvaldo e Luis Fabiano.

O Ganso também jogou como titular, ao lado do Jádson. A torcida cobrava o meia para ele correr mais, acreditar em todos os lances, brigar pela bola, entrar firme nas divididas. Aí ele dá um carrinho de frente na bola e leva o amarelo, sendo assim substituído por Ney Franco no intervalo. Não, ele não está jogando o suficiente para ser titular, mas não dá para ficar criticando sempre.

A última coisa, sobre a liderança. No Paulistão, não significa muita coisa. Tenho certeza que o São Paulo vai terminar entre os 4 primeiros, o que não tem muita diferença. Só me deixa bem feliz o fato do time estar na posição que está, com apenas uma derrota - num clássico, fora de casa - no campeonato.

Quinta-feira é Libertadores. E aí só a vitória importa, contra o The Strongest, na atmosfera do Morumbi lotado, às 21h30. Já tô nervoso.


Diogo Magri


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Autor: Diogo Magri

17 anos, são-paulino do interior. Tenho trauma de bola parada, de pênaltis e de elogios ao goleiro antes do fim do jogo. No C11, falo de futebol europeu. Na vida, tento sofr... digo, ser jornalista.
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