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| Foto: Divulgação |
Acordei domingo pensando na boa rotina dos domingos. Mas logo fui apunhalado pela notícia que estraçalhou minha alma e meu coração. A televisão e a internet me davam a todo instante a dimensão de uma tragédia muito perto de mim.
Estarrecido escutei notícias e vi algumas imagens de meninos e meninas, num número alarmante, estendidos no chão de um ginásio, sem vida. Como sem vida? Há poucas horas antes eles estavam cheios de vida, cheios de energia, fazendo o que gostavam. Agora eles não mais existem.
Ouvi o relato de um policial dizendo que um menino e seu celular jaziam no ginásio. O celular insistente tocava e parava. Foram 104 chamadas não atendidas. Chamadas de sua mãe, que do outro lado da linha, talvez de um lugar distante, tinha esperanças que seu amado filho atendesse ao telefone e dissesse: ”Mãe, estou bem!”.
Naquele infeliz incêndio, naquela tragédia inexplicável, lá em Santa Maria eu também morri.
Texto do blogueiro Marco Damian

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