Em dias comuns, tudo, hoje, um simples passatempo

Foto: Nelson Perez
Inicialmente, já pelo título do texto dá pra perceber que algo está errado. Futebol e o nosso clube de coração, pra nós torcedores, não é um simples passatempo, realmente não é, mas o que não posso é passar por cima de um dia como foi hoje, em que acordamos, ligamos a tv ou entramos em nossas redes sociais e demos de cara com uma tragédia. A tragédia de Santa Maria.

Um fato que entristece não só a nação brasileira, mas mundialmente também. Acabou com meu dia, confesso. Não posso fazer muita coisa em relação a isso, mas como forma de solidariedade, dediquei esses dois primeiros parágrafos as famílias que a partir de hoje, terão uma vida totalmente diferente com a perda de seus entes queridos.

O primeiro clássico do Fluminense em 2013 terminou em empate, 1x1 com o Botafogo, resultado justo dentro do que foi a partida. Outro fato que deixa em alerta esse país é o brilhantismo de Wellington Nem, que menino genial. Na quinta, escrevi aqui que ele havia incendiado a partida ao entrar no segundo tempo contra o Olaria, também disse que era comum. Pois bem, também está se tornando comum demais Wellington Nem aprontar pra cima do rival alvinegro. Já não bastava aquela arrancada no clássico do segundo turno deixando os botafoguense loucos e deixando Fred na cara do gol, Nem tinha que jogar o fino da bola hoje também. Pra muitos, ele nem pode ter jogado tudo isso, perdeu um gol que poderia ter matado a partida, mas não ofusca o brilhantismo de um garoto de 20 anos que ainda tem uma carreira inteira pela frente e já está no nível de uma Seleção Brasileira. 

Neymar, Lucas e Oscar. Hoje esses três são os tops da seleção em relação a juventude, mas Nem também tem condição de pegar a camisa 18 na seleção e mostrar o que sabe. Melhor que o Hulk. O problema é que a mídia esconde Wellington Nem, ou talvez o próprio Fluminense, que com tantas estrelas no elenco, acaba deixando o garoto como mais um. Cá entre nós, que pra todos ele seja mais um e que fique por aqui pra sempre.

Em relação a partida em si, o Fluminense se portou bem, dentro do que se esperava da estreia do time titular. Saiu na frente no primeiro tempo, com gol dele, Wellington Nem (Alô Felipão), mas poderia ter feito mais, perdemos gols importantes. No segundo tempo, um lençol de Jean e uma tentativa de gol de letra de Valencia fizeram brilhar os olhos do torcedor tricolor. Infelizmente o Botafogo resolveu estragar nossa alegria e com a entrada de Seedorf no segundo tempo, conseguiu o gol de empate, passe dele pra Bolívar, que cabeceou bonito e tranquilo pro fundo das redes de Cavalieri, melhor goleiro do Brasil. Acabou o jogo, acabou o texto.

Próximo desafio do Fluzão é o Friburguense, na quarta-feira, no Engenhão, às 22h:00.

Saudações tricolores.
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Autor: Clayton Mello

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