Em um clássico domingo de outono, com friozinho e sol, a Chapecoense recebeu o Metropolitano para consolidar sua condição de postulante a uma vaga na decisão do catarinense.
A Chape fez o seu papel de jogar em casa e pressionou o Metropolitano durante toda a partida. Nivaldo foi um espectador de luxo e não precisou efetuar nenhuma defesa de grande perigo, apenas reter a bola e colocá-la novamente em jogo.
Então eis que a Chape teve a chance de abrir o placar após a arrancada fulminante de Apodi, parado com falta dentro da área pelo goleiro da equipe de Blumenau. Após um longo atendimento ao arqueiro, Roger foi para a bola, escolheu o canto certo mas errou no chute e mandou para fora.
Foi o suficiente para a torcida começasse destilar e regurgitar a tradicional azia chapecoense, com burburinhos de toda natureza, de vaias a xingamentos. E isso que em campo o time estava jogando bem.
Porém, a justiça do futebol tarda mas não falha e tendo absorvido todas as reclamações pela perda do penalti, Roger, recebeu a bola, avançou até a entrada da área e como que um sniper disparou sua arma e colocou a bola no ângulo, espantando a coruja adormecida que residia naquele local.
Roger, aliás desperdiçou o mais fácil e fez o mais difícil, sendo que este gol por sua vez foi como um gole de hidróxido de magnésio goela abaixo da torcida e imprensa, aliviando assim a azia generalizada.
Daí para diante a Chapecoense criou oportunidades de gol em uma profusão astronômica, porém sem a conclusão efetiva para as redes. Roger e Maranhão tiveram duas chances, porém a bola lhes mordiscou o dedão do pé e os mesmos desperdiçaram-nas. Maranhão também foi protagonista de um lance, que se entrasse em gol seria épico, recebeu uma bola alçada na área e sem ver o gol cabeceou estranhamente para trás, encobrindo o goleiro e a bola explodindo no travessão.
O Metropolitano tocava a bola no estilo espanhol, mas sem nenhum perigo no ataque e a Chapecoense pressionava, pressionava, mas pecava na conclusão em gol. Ainda tivemos a oportunidade de expulsão de jogador da equipe blumenauense, que ficou em campo em torno de 20 minutos.
Final de jogo, uma vitória sem sustos mesmo que pelo placar de apenas um gol e uma reflexão na minha mente: está na hora de nossa torcida se comportar como de Série A e apoiar o time a todo momento, não ficar aziando quando o tempo inteiro. Quando o jogador errar, guarde o sentimento de revolta para si e não fique xingando ou pegando no pé do cara, isso passa para dentro de campo e daí sim o desempenho pode ficar pior do que já está.
A imprensa local também ajudaria, e muito, se ao invés de ficar incitando o torcedor contra o jogador tomassem cuidado com as palavras que proferem, pois é a imprensa quem fica colocando pilha no torcedor e deixando ele com mais raiva ainda do time em campo. Está na hora dessa imprensa também se comportar como Série A, pois ainda não o está.
Com a classificação toda "embolada" temos que fazer o crime contra o Figueira para arrancarmos na frente e já garantirmos vaga à final o quanto antes.
Que o Espírito de Condá esteja conosco!
Foto: Globoesporte.com
Twitter: @C11_Chapecoense

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