Mais uma pausa no Carnaval e nas ligas europeias para a
melhor competição entre clubes do planeta. A UEFA Champions League está de
volta e dois jogos agitaram esta terça-feira. Na França, PSG e Chelsea fizeram
um bom jogo de estratégias, enquanto Bayern e Shakhtar fizeram, talvez, uma das
partidas menos interessantes da temporada.
Courtois e Ivanovic deixam o Chelsea mais do que vivo
PSG e Chelsea se enfrentaram em Paris com estilos de jogo
que, até o fim do primeiro tempo, estavam bem evidentes. O time da casa marcava
em seu próprio campo, deixava os Blues terem maior posse de bola; Chelsea não
conseguiu transformar essa posse em domínio, já que Fàbregas jogou mais
avançado e não foi capaz de fazer a ligação defesa-ataque com Hazard e Diego
Costa.
Cedendo a bola ao Chelsea, o PSG pensava em roubá-la e ser o
mais direto possível em contra-ataques. Por três oportunidades durante a
primeira etapa, conseguiu, sempre aproveitando a velocidade de Matuidi e
Lavezzi, além da inteligência de Ibrahimovic.
Porém, os times de Mourinho são cruéis. Não ameaçou durante
todo o primeiro tempo e em uma jogada aérea saiu na frente: Terry cruzou,
Cahill desviou para o lateral mais decisivo dos últimos tempos, Ivanovic,
colocar o Chelsea na frente.
No segundo tempo o ritmo mudou. O PSG precisava de pelo
menos um gol e largou a estratégia de abdicar da posse. Pressionou e exigiu
grandes defesas de Courtois até que conseguiu o empate: Matuidi se infiltrou
pelo lado esquerdo e cruzou na cabeça de Cavani, 1 a 1. No restante da partida,
o PSG mostrou que merecia a vitória, mas não chegou a fazer pressão sobre o
time inglês. Mourinho se perdeu nas alterações e nenhuma delas deu vida ao
ataque do Chelsea.
Na Ucrânia, nada de gol nem emoção. Só cartões
Por conta da guerra pela Crimeia, o Shakhtar foi obrigado a
deixar sua casa em Donetsk e atuar o restante da temporada em Lviv, do outro
lado do país. Recheado de brasileiros como de costume, o clube ucraniano
conseguiu segurar o Bayern de Guardiola que foi a campo com uma escalação
inusitada.
Que tal enfrentar um time que fez intertemporada no Brasil e
perdeu para Bahia e Atlético Mineiro? Quem esperava vida fácil para o Bayern,
se enganou. Como sempre teve a posse de bola, mas não converteu em total
domínio. Jogo foi equilibrado dentro das capacidades de cada equipe. O momento
mais legal da partida foi quando Xabi Alonso recebeu seu segundo cartão amarelo
e foi expulso. Além desses, foram mais seis cartões amarelos durante a peleja.
No confronto de wingers Taison e Marlos x Robben e Ribery,
não tivemos vencedor. Todos decepcionaram, principalmente os do time alemão. O
momento de maior destaque de Ribery foi um desentendimento com Douglas Costa.
Götze e Müller jogaram juntos e não se entenderam em campo. O esquema confuso
de Guardiola, com apenas um zagueiro de origem e vários jogadores de frente
cumprindo funções não deu resultado. Em
Munique, o Shakhtar não deve escapar.

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