Mais uma vitória convincente e menos um para combater

(Foto: Nelson Perez / Fluminense F.C)

Menos de um mês e quatro jogos. Esse foi o tempo suficiente para Cristóvão Borges transformar o Fluminense candidato a novo rebaixamento em uma equipe inteligente, aguerrida e com sede de vitória. Hoje, fizemos mais uma vítima, o segundo no Brasileirão em dois jogos disputados. No Pacaembu, Palmeiras 0x1 Fluminense. Faltam 17.

As vitórias diante de Figueirense e Tupi deixaram o torcedor empolgado para a partida de hoje. A confiança, que foi vista pela última vez no sentimento do torcedor tricolor lá pelo primeiro semestre de 2013, voltou a nos procurar. Vencer o Palmeiras hoje ou ao menos jogar um futebol valente e de qualidade, definiria se realmente podemos crer que essa equipe tem solução. E ao final de tudo, estamos aqui, felizes, por tudo ter dado certo. Acima de vencer, convencer a torcida de que no sábado que vem, o lugar de todos nós é no estádio Mário Filho, ficando roucos e lutando junto ao nosso clube por mais três pontos.

Desde o início da partida, o Fluminense se mostrou superior em todos os quesitos. Marcando com muita inteligência, sem dar espaços, o tricolor acionava as laterais como válvula de escape. Quando não usava dessa força, buscava no quarteto Wágner-Conca-Sóbis-Fred a chance de abrir o placar no Pacaembu. Antes de sair nosso gol, foram quatro ótimas oportunidades, todas defendidas por Fernando Prass. Nossa equipe engolia o adversário, marcava em cima, na área deles, provocando assim uma série de erros de passes que nos favoreceram. Rasgamos o Palmeiras na casa dele. E nocauteamos quando Darío Conca deu um bolão para Fred, que perdeu o tempo da bola, mas conseguiu achar Sóbis entrando na pequena área. Por debaixo das pernas de Prass e no último lance do primeiro tempo, 1x0. 

Foram os primeiros 45 minutos do duelo que deixaram o torcedor eufórico e extremamente satisfeito com o que viu. Porém, ainda restava a outra parte do jogo e a certeza equivocada de que o Palmeiras teria um melhor desempenho. Equivocada porque o Fluminense manteve a pegada e não deixou o alviverde jogar. Foi novamente quem criou mais chances e teve mais posse de bola. Perdeu dois gols com Fred que definiriam a partida sem necessidade daquela pressão de sempre no final. Nem com as alterações, o Palmeiras mostrou poder de reação. Errou mais um monte de passes, na verdade. O porco tava dominado, era só botar pra assar. Com o apito final, alívio e alegria. 

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Com a partida excepcional do time, é impossível criticar algo ou alguém. Apenas exaltar cada jogador que fez muito bem seu papel. Em especial, Gum, Darío Conca e Rafael Sóbis. Foram os destaques. Mas se existe alguém que merece ser aplaudido de pé pelo atual momento do time, esse é Cristóvão Borges. Como dito no primeiro parágrafo, nosso técnico fez o time render e além disso, resgatar nossa alegria e prazer em acreditar no Fluminense. Renato Gaúcho só passou esse ano por aqui para fazer o torcedor valorizar cada minuto do atual comandante.

Está cedo demais para fazer projeções, tanto que em nenhum momento do texto falei em Libertadores, título ou coisa semelhante. Falo em união em prol de um ano rico em vitórias do nosso time, que consequentemente pode trazer conquistas. Com a força de nossa garganta, vamos comprovar a cada partida que mexeram e tratam como vilão do futebol brasileiro o time errado. Mexer conosco é fria, como vi um inteligente ao contrário dizer essa semana ao citar o possível rebaixamento da Portuguesa para a Série C. É uma fria porque respondemos todas as acusações com bola na rede, com festa em verde, branco e grená na arquibancada. 

Tricolor, esgote os ingressos de Fluminense-Vitória no próximo sábado, às 21h. O horário é péssimo, mas isso é detalhe perto da nossa obrigação de empurrar a equipe para mais três pontos na conta. É muito pouco, perto da resposta que daremos a imprensa tendenciosa que aumenta a notícia de que Walter está insatisfeito no banco. Abraçaremos o Fluminense como fizemos na estreia e isso destrói quem nos odeia. Passaremos por cima de tudo isso. Compareça!

Em tempo: Palmeirenses, seu clube é maior do que qualquer jogador. O Kardec se foi, ficou a instituição centenária e vencedora, com imensa tradição no futebol brasileiro. Barcos é um exemplo não muito distante. 

Mais vivos do que nunca, o próximo é o Vitória. Aguardo vocês no Maraca!

Saudações tricolores!

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Autor: Clayton Mello

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