Imagem: NetVasco.com
Fala galera cruzmaltina, beleza?
O ano de 2011 foi sensacional para o Vasco da Gama, o clube terminou o ano com o título da Copa do Brasil e a segunda colocação no Campeonato Brasileiro. Além da boa campanha na Copa Sul-Americana com eliminação nas semis para o mais tarde campeão, Universidad de Chile. Logo a seguir vamos dissecar o Vascão e relembrar as estratégias de Ricardo Gomes para reerguer o Gigante da Colina:
O início do ano em São Januário foi conturbado, PC Gusmão contratado em meio a temporada de 2010 para tirar o time das últimas posições do Brasileirão não resistiu a três derrotas nas três primeiras rodadas, para Resende, Nova Iguaçu e Boavista. Ainda sem técnico o Vasco perdeu para o Flamengo na rodada seguinte e sacramentou a eliminação precoce na Taça Guanabara.
Então Ricardo Gomes foi contratado, muito mais como uma aposta para solucionar os problemas táticos do Vasco do que como um mágico que faria o time jogar. Com sequência o trabalho poderia surtir efeito. Na estreia, 3 a 0 no Americano, a primeira vitória do Vasco na temporada.
Ricardo foi achando o time, contou com as chegadas de Alecsandro e Diego Souza. Com Ricardo o Vasco venceu três seguidas e marcou 18 gols. Tendo três volantes, Fágner e Ramon podiam sair mais, Eduardo Costa e Rômulo faziam o balanço em frente a zaga e cobriam as alas compensando os espaços dados. À frente primeiro Bernardo foi centralizado atrás do centro-avante, depois Diego Souza que com a chegada de Alecsandro foi recuado, o camisa nove tinha a correria de Éder Luiz da direita para o fundo e, obviamente, os cruzamentos do camisa sete.
Entre Copa do Brasil e Campeonato Carioca o Vasco foi colecionando vitórias, doze em vinte jogos sem derrota, na Taça Rio eliminação para o Flamengo, mas na Copa do Brasil o time foi chegando e mostrando bom futebol. Deixou para trás Comercial-MS, ABC, Náutico e Atlético-PR. Durante a campanha Ricardo Gomes foi avançando Diego Souza e nas transições o time se reposicionava no 4-3-3. Já que Eder Luis chegava ao fundo com qualidade e Fágner se lesionou, Allan, volante de origem ganhou a vaga na lateral direita, para fazer uma especie de lateral base - homem que fica na lateral junto com a linha de zaga, dando mais liberdade ao outro ala.
Nas semi-finais o empate em casa e pressão da torcida do Avaí não surtiram efeito para um "apagão" Vascaíno. Pelo contrario, foi seguramente a melhor atuação do time no primeiro semestre, imposição, pressão e compactação defensiva para segurar as ações do adversário. Diego Souza o craque da campanha marcou duas vezes e recolocou o cruzmaltino em uma decisão. Apelidado de trem bala.
Com as peças diferentes a estrutura foi a mesma na decisão, no primeiro jogo, sem Éder Luis, Bernardo ganhou a vaga. Vantagem por um gol para a decisão em um Couto Perreira inflamado. Com "O Ligeirinho" de volta, a jogada pelo flanco esquerdo funcionou para o Vasco abrir o placar e aumentar a vantagem, o empate com Bill e a virada com Davi, ainda no primeiro tempo assustaram mas não intimidaram o Vasco. O chute de Éder que pegou um efeito maluco e morreu na rede mostrou que o caneco não escaparia.
Para o Brasileirão Juninho foi contratado, Anderson Martins e Ramon vendidos. A disposição seguiu a mesma as únicas mudanças foram nas peças. Jumar foi para a lateral na vaga de Ramon e Fágner voltou para a direita, dessa vez o lateral base estava na esquerda. Juninho ganhou a vaga de Eduardo Costa e Felipe Bastos também ganhou espaços no time. Sem compromisso no Brasileirão o Vasco lutou até o fim pelo título e teve campanha surpreendente. Mas em meio a disputa, problemas de saúde tiraram Ricardo Gomes de combate, Cristovão Borges assumiu interinamente, deu sua cara ao time, mexendo na estrutura montada por Ricardo, mas não a deixando de lado. Na Copa Sul-Americana o time conseguiu viradas incríveis, Bernardo foi efetivado e viu seu futebol crescer. A derrota para a campeã e melhor taticamente La U não desanimou o Vasco na luta pelo título Brasileiro que foi até a última rodada.
Texto de Rai Monteiro com edição de Pyettra Feitosa.
Texto de Rai Monteiro com edição de Pyettra Feitosa.
#VascoSempre



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