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| Tite no topo do Mundo. |
O inicio, o retorno:
Após comandar o Corinthians entre 2004 e 2005, Tite recebeu um convite arriscado e tentador. O Gaúcho de 49 anos, aceitava um Corinthians a seis jogos sem vencer, brigando pelo titulo nacional e as vésperas de um clássico contra o maior rival. Devastado por um péssimo comando de Adilson Batista, o Corinthians teria oito jogos para tirar uma diferença de quatro pontos para o Fluminense (líder). Tite venceu o Palmeiras na estréia, empatou com Flamengo, venceu Avaí, São Paulo e Cruzeiro, contou com um tropeço do Fluminense e assumiu a liderança a três rodadas do fim. Porém um empate no Barradão retirou a liderança dos comandados de Tite, a vitória sobre o Vasco trouxe esperança de volta. Mas última rodada, já sem depender de si mesmo, o Corinthians voltou a tropeçar e acabou na pré-Libertadores.
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| O 4-3-1-2 da reta de chegada do Brasileirão 2010. Um time que retomou a organização, a solidez e a confiança. |
2011, os primeiros altos e baixos:
Em 2011, Tite encontrava-se com a obsessão da torcida Corintiana, a Taça Libertadores. Na fase prévia da competição o encontro com o Tolima foi traumático, no Pacaembu, empate no jogo de ida e na Colômbia derrota e precoce eliminação. Pressão da torcida Corintiana por mudança no comando e Tite sofrendo seu primeiro momento difícil frente a equipe do Parque São Jorge. Balançou mas não caiu.
Tite foi mantido no comando, chegou a final do Paulistão mas foi batido pelo Santos de Neymar e Muricy que seria Campeão da Libertadores naquele ano. Para o Brasileirão o Corinthians vinha atrás do título, a boa campanha no estadual e no nacional anterior o credenciava a tal posto. O início foi sensacional, dez jogos, oito vitórias e dois empates, incluindo um 5 a 0 sobre o São Paulo. Marcação adiantada e sufocante, intensidade e organização eram as marcas dos comandados de Tite. O ritmo caiu, mas a liderança não foi perdida. O time ocilou no inicio do segundo turno, perdeu alguns jogos e algumas posições na tabela, porém recuperou o foco e trabalhou para retomar a ponta. Caminhou cabeça a cabeça com o Vasco até o fim, mas o melhor trabalho dentro da competição foi coroado e o Corinthians voltou a levantar um titulo nacional.
2012: O caminho para a idolatria. O maior ano da história Corintiana:
Mantendo a base campeã do Brasileirão o Corinthians de Tite chegava a 2012 com um desejo, ou uma obsessão a ser alcançada: o título da Libertadores. A eliminação nas quartas-de-final do Paulistão, as vésperas do confronto decisivo e eliminatório da Libertadores, com nova falha de Julio César, não deixou dúvidas. Sacar o goleiro que já havia falhado com o técnico era necessário, Cássio chegará para ser herói. Fechando o gol contra o Emelec fora de casa, Cássio ajudou a garantir o Corinthians nas quartas-de-final. Já sem o Paulistão, o time podia se concentrar totalmente na competição continental. A grande marca do time durante a campanha foi o poder coletivo, além dos conceitos táticos de Tite alinhadíssimos com o necessário para ganhar um título tão grande.
A cada fase o time tinha um herói, mas o destaque seguia sendo o coletivo, a força dele. Nas quartas-de-final contra o Vasco, Cássio salvou o Corinthians no memorável chute de Diego Souza e Paulinho aos 48' do segundo tempo colocou o Corinthians nas semi-finais quando tudo parecia certo para os pênaltis. Nas semi-finais novo encontro com um Brasileiro, o Santos de Neymar, atual campeão das Américas. Na Vila Belmiro, Emerson decidiu na frente e Cássio, novamente, lá atrás. Na volta, Neymar trouxe uma pequena apreensão com um gol que levava a decisão para os pênais, porém Danilo foi o nome da vez e colocou o Corinthians em uma inédita final de Libertadores.
Por incrível que pareca na grande final, o Corinthians era favorito contra o Boca Juniors, multicampeão da Libertadores. Pelo coletivo, pelo trabalho tático de Tite e por tudo que envolvia. O time cheirava a título. O gol de Romarinho na mistica Bombonera trazendo o empate para o Pacaembu contra o enfraquecido Boca, trouxe ainda mais ainda a certeza de que o titulo viria. No lotado estádio a união perfeita time e torcida foi coroada pelos gols de Emerson, o engasgado grito liberado. A América era, enfim, alvi-negra.
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| O 4-2-3-1 era tático e coletivo. Não tinha referência fixa, se movimentava muito, além da intensidade implantado por Tite. |
No tão esperado Mundial veio a consagração. Na semi-final uma partida abaixo do nível técnico que o Corinthians estava acostumado a apresentar, mas classificação garantida nos pés de Guerrero. Na grande final contra o poderoso Chelsea, Tite mexeu no time da semi-final. Abriu J.Henrique e Danilo jogadores mais táticos e centralizou Emerson para dar velocidade. Na referência Guerrero. A partida tecnicamente não foi brilhante, mas taticamente beirou a perfeição, o novo gol de Guerrero e a partidaça de Cássio, melhor em campo, garantiram a epopeia Corintiana no Japão. Tite havia virado Rei.
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| A Corinthians da final do Mundial beirou a perfeição taticamente, com trabalho importante de Danilo e J.Henrique nas pontas. |
2013: O Fim da era e a perda de identidade:
Tite e Corinthians chegaram para 2013 "sem grandes objetivos", pois haviam ganhado tudo. No Paulistão o time foi mesclado quando os jogos eram próximos dos da Libertadores, quando não, força máxima. Sem forçar muito o Corinthians se classificou em 5º, tirou Ponte Preta e São Paulo no mata-mata e chegou à final contra o Santos. Paralelo a isso, um novo duelo contra o Boca nas oitavas de final da Libertadores, dessa vez com final feliz para os Argentinos. A vitória na Argentina e o contestado empate no Pacaembu deram a classificação ao time de Riquelme e Bianchi. No Paulistão o time se impôs frente ao Santos as vésperas da saída de Neymar e levou a taça.
Ainda no primeiro semestre em meio ao começo do Brasileirão, o Corinthians bateu o São Paulo na final da Recopa ganhando a segunda taça de 2013. No Brasileirão o time não conseguiu engrenar, e se tornou o rei dos empates, foram 17. A melhor colocação do time foi um 4º lugar na 15ª rodada. Um time muito inconstante que sentiu a falta de Paulinho e perdeu o poder de fogo, marcando apenas 8 gols no segundo turno, a única coisa mantida foi marcação firme e alinhada, tanto que teve a melhor defesa da competição, 22 gols sofridos em 38 jogos. Porém o pior ataque também, 27 gols marcados.
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| 4-2-3-1 mantido em 2013, sem Paulinho e sem Jorge Henrique. Com Romarinho e Guilherme e sem a mesma efetividade ofensiva. |
224 jogos depois, Tite resolveu não continuar. O fim do ciclo parece muito mais um até breve, do que um adeus. Tite tem um imenso legado tático no Corinthians, foram três anos, 108 vitórias, 73 empates e 43 derrotas; 300 gols marcados e 163 sofridos. 3 anos mais velho e com 5 títulos na bagagem, Tite deixou o Corinthians sem rumo certo, a única certeza é de que o técnico entrou para o hall de ídolos do clube alvi-negro. A maneira correta de ser a agir, o trabalho firme e serio ficará, eternamente dentro dos corações Corintianos.






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