Rumo ao bi?

Foto: Eduardo Vianna/LANCE!Press

Na última quinta-feira, no Morumbi, o São Paulo iniciou a trajetória em busca do bicampeonato da Copa Sul-Americana. Enfrentando a Universidad Católica, mesmo adversário que já tinha superado na vitoriosa campanha do ano passado, o Tricolor provou que o caminho nesse ano será muito mais difícil: ficou só no 1x1 contra os chilenos. Terá a equipe de Muricy Ramalho condições para ser campeão continental mais uma vez?

Com certeza é uma pergunta difícil de responder, tanto pelo time, pelo calendário e pelo momento. Ontem, o começo da partida foi muito bom. A equipe dominava a bola no campo de ataque, procurando criar as melhores chances - conseguiu abrir o placar com Luis Fabiano logo aos 17 minutos. No finalzinho do primeiro tempo, no primeiro lance de perigo deles, o gol de empate. Muricy mudou o time no segundo tempo, tentou certa pressão, mas não funcionou. Terminou no empate com gols, um péssimo resultado que levaremos para o Chile.

A posição mais indefinida no time de Muricy é a que faz companhia ao Luis Fabiano no ataque. Aloísio tem muita vontade mas quase nenhuma qualidade. Welliton é um que pode ser uma boa, mas claramente falta condição física e certa técnica. Osvaldo vive a pior fase de sua carreira. Lucas Evangelista e Negueba, dois garotos, revezam entre ótimas jogadas e outras horríveis - não estão prontos para ser titular nem para assumir muitas responsabilidades. Por fim, Ademílson; este deve ter sido enganado por algum empresário que o convenceu de que ele sabia jogar futebol. Nenhum nome do elenco é ideal.

Wellington esteve nulo na marcação. Douglas, que ganhou uma chance de ouro jogando tranquilo na frente, sem precisar marcar muito, foi triste. Começou até animador, fazendo duas boas jogadas, mas caiu muito de rendimento: sumiu, levou amarelo e foi substituído. Osvaldo entrou e não fez diferença nenhuma. O time sentiu até a ausência de Rodrigo Caio; os maiores destaques foram LF, pelo gol, e Ganso, na minha opinião o melhor jogador da partida. Muitos bons passes e ótimas jogadas, lembrando a versão santista do meia.

Um clube do tamanho do São Paulo tem a obrigação de ter um elenco que consiga jogar Brasileirão e Sul-Americana. Apesar de achar que este ainda é o nosso caso, reconheço que em algumas oportunidades talvez seja preciso priorizar uma das competições. E então, claro que preferirei a competição nacional, principalmente se ainda estivermos ameaçados. Contudo, acho que conseguimos jogar as duas ao mesmo tempo e em alto nível. Tomara que sim. Sempre é bom lembrar que, após a Libertadores, a diretoria dispensou 7 jogadores muito úteis (fora o Roni, que foi emprestado neste mês) - com certeza ajudariam nesse momento do ano.

A tendência é não ligar muito para esse torneio continental, mas eu o vejo de forma muito séria. É a última chance de ir para a Libertadores nesse ano, a última chance de fechar 2013 com um título, até a última chance de fechar a carreira de Rogério Ceni com um título. Por isso, espero pelo menos que a equipe demonstre muita vontade de ser campeã; a começar por uma vitória no dia 23, contra a mesma Católica, no Chile.

Mas, antes, foco no Brasileiro. Domingo, o adversário é o Grêmio e o jogo é no Morumbi. Três pontos são fundamentais.


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Diogo Magri
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Autor: Diogo Magri

17 anos, são-paulino do interior. Tenho trauma de bola parada, de pênaltis e de elogios ao goleiro antes do fim do jogo. No C11, falo de futebol europeu. Na vida, tento sofr... digo, ser jornalista.
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