Notas - Corinthians 0x0 São Paulo

Foto: Eduardo Vianna/LANCE!Press

Recomeço. Essa palavra resume o que significou o empate sem gols frente ao Corinthians, no Pacaembu, neste último domingo, no quinto clássico Majestoso do ano, este válido pelo Brasileirão 2013.

A equipe de Autuori veio a campo para não perder. Sem Lúcio, Tolói e Paulo Miranda formaram a zaga. Douglas foi na direita e Reinaldo estreou na lateral-esquerda; no meio-campo, 3 volantes escalados: Rodrigo Caio, Wellington e Fabrício. Jádson, como sempre, como armador. No ataque, sem outras opções, jogavam Osvaldo e Ademílson.

A princípio, deu certo. Marcando forte, o Tricolor segurou a pressão inicial do Corinthians e levou o 0x0 para o intervalo. O contra-ataque, fundamental no esquema são-paulino, no entanto, não funcionou - muitos erros de passes e nenhum ataque perigoso. No segundo tempo, o jogo voltou diferente: O São Paulo conseguiu se impor no campo corintiano, dominou mais e criou as primeiras boas chances no jogo, principalmente em jogadas do Fabrício. Logo depois, o rival ainda teve oportunidades de fazer o gol com Alexandre Pato, mas nenhuma aproveitada. Ficou no 0x0.

Mais detalhes no texto pós-jogo de Carlos Alberto que você lê clicando aqui.

Com vocês, agora, as notas:

Rogério Ceni: 10
Quando exigido, não falhou. Foram poucas bolas, mas todas defendidas.

Douglas: 6
Não marcou mal, mas errou passes bobos e não conseguiu sair com a bola da defesa quando tinha ela. No primeiro tempo, tinha um ataque em seus pés, mas acabou errando um passe fácil. Nos últimos 45 minutos, voltou a repetir os mesmos erros.

Rafael Tolói e Paulo Miranda: 9
Vou dar a nota conjunta porque os dois funcionaram muito bem como dupla. Começaram as boas notícias no meio da semana, quando Tolói declarou que o posicionamento ficou claro sob o comando de Autuori. E, ontem, ele jogou na dele, pela direita, enquanto Paulo foi pela esquerda. Os dois, juntos, ganharam 90% das bolas e não sofreram gols; nem falharam, algo nada costumeiro quando Lúcio fazia parte da defesa.

Reinaldo: 7,5
Estreou contra o maior rival, fora de casa, e foi muito bem: marcando e atacando. Talvez porque estou acostumados com o Juan, mas gostei dele e o vejo como titular até o Carleto voltar.

Wellington: 5,5
Muito mal com a bola. Não fez uma partida boa esse ano.

Rodrigo Caio: 6
Tem muito mais para render. Errou passes muito bobos e foi driblado facilmente algumas vezes. Vem numa sequência ruim, como o time inteiro, mas ainda confio nele como titular.

Fabrício: 9,5
Aumentou muito a eficiência da saída de bola da equipe, algo fundamental para o time e que vinha sendo muito mal executada nos últimos jogos. Marcou muito, deu bons passes e ainda arriscou dribles e chutes. Foi o melhor jogador da partida e, 100%, é o melhor volante que temos no elenco.

Jádson: 6,5
O contra-ataque dependia dos passes dele e, nisso, Jádson demorou para acertar. Errou muito no primeiro tempo. Na etapa final, se recuperou, mas seguiu sem ter uma atuação acima da média.

Osvaldo: 7
Os dois principais jogadores de linha do São Paulo são Jádson e Osvaldo. Com o Jádson mal, fica toda a responsabilidade de comandar o ataque tricolor em cima das costas do nosso camisa 17. Se o adversário encaixa uma marcação bem feita em cima dele, como ontem o Corinthians fez usando Ralf, Edenílson e Gil, o time não vai render ofensivamente. Osvaldo precisa de alguém para dividir a responsabilidade com ele, tal qual o Lucas fazia ano passado. Acho que Roni pode fazer essa função, pelo menos por enquanto.

Ademílson: 6
Corre muito, se esforça, mas falta muita qualidade. No chute, no passe, no drible. Sinceramente, não boto fé como uma grande promessa.

Maicon: 5
Não fez merda, tá ótimo.

Roni: 6
Queria te ver mais jogando, principalmente junto com Jádson, Osvaldo e um atacante mais fixo. Hoje teve pouco tempo, mas não foi mal. Muito melhor que aquele Silvinho.

Paulo Autuori: 8
Precisou de 3 semanas para arrumar a defesa tirando Lúcio e Juan, colocar Ganso no banco e reintegrar o Fabrício. Ainda não está ideal, precisamos ter mais paciência. Confio nele acertando esse time, mesmo sem grandes reforços. Ontem, quando perguntado sobre a saída de Lúcio, afirmou uma frase forte: "Agora isso aqui tem um comandante." Tem mesmo, Autuori, um grande comandante.

*PS.: Só não tira mais o Fabrício para colocar o Maicon, por favor.

Ganso
Achou confortável o banco ali na beira do gramado? Bom se acostumar.

Lúcio
Vai brincar em outra defesa, vai. Tchau.

Ney Franco
Não vai viajar pra Europa, lalala lala la.

Cruzeiro: 4x1
Obrigado por nos vingar, maiores de Minas.

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Curiosidade: A última vez que tínhamos passado os 90 minutos sem sofrer um gol foi no dia 2 de junho, contra um time misto do Atlético/MG, no Independência.

Agora temos que aproveitar essa excursão pela Europa para relaxar, esquecer a crise e, principalmente, unir o grupo. Jogaremos contra o melhor time do mundo e temos que tirar o máximo de proveito com essa oportunidade. E a realidade é voltar na zona de rebaixamento e fazer um campeonato de recuperação. Condições nós temos.


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Diogo Magri
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Autor: Diogo Magri

17 anos, são-paulino do interior. Tenho trauma de bola parada, de pênaltis e de elogios ao goleiro antes do fim do jogo. No C11, falo de futebol europeu. Na vida, tento sofr... digo, ser jornalista.
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