O Internacional fez as melhores compras da janela de transferência, trouxe de volta o ídolo Alex, Bi-campeão da Libertadores (uma vez pelo Inter) e campeão Mundial (também pelo colorado), e também o atacante argentino, grande destaque no semi-finalista da Libertadores Newell's Old Boys, Ignacio Scocco. As contratações de dois grandes jogadores, que vão brigar e muito por uma vaga no onze inicial, levantou uma questão; Como Dunga vai mexer em um time que já tem um belíssimo modo de jogar?
No primeiro semestre, Dunga mostrou o Inter no 4-4-2 ou 4-3-1-2 com um losango no meio-campo, que na transição ofensiva virava um 4-2-3-1 "torno" assim como o Brasil do próprio Dunga na Copa do Mundo. Com Airton na base, Willians e Fred abertos - o segundo avançando para a linha de três na transição. Á frente do trio de volantes, D'Alessandro como "enganche", no comando de ataque Forlán pela esquerda e Damião ao centro. Com essa formação o Inter ganhou, com sobras, o Gaúchão.
Com o passar dos jogos e a parada para a Copa das Confederações, o Inter perdeu Fred, vendido ao Shakthar Donetsk e Leandro Damião com lesão as vésperas do torneio com a seleção Brasileira. Josimar ganhou a vaga de Airton. Mas mesmo com tantas mudanças o Inter não mexeu em seu jeito de jogar. O 4-3-1-2 continuou e com as mesmas boas transições ofensivas.
Após as contratações e seguindo o trabalho de Dunga dá pra prever o Inter jogando como no título Mundial de 2006. Com Alex trabalhando no trio atrás de D'Alessandro e ora se juntando ao meia e a Forlán aberto pela direita, na transição para o 4-2-3-1. Com Josimar saindo pela direita, deixando Willians mais plantado, como na vitória sobre o Flamengo e por fim com Scocco no comando de ataque, que com a sua movimentação pode abrir caminho para D'Ale que vem de trás.
Parece a mexida mais viável, sem mudança na estrutura de jogo, com peças melhores do que as estão jogando, caso de Alex na vaga que ninguém preencheu após a saída de Fred, e da entrada de Scocco no lugar do inoperante Rafael Moura que ainda não deu certo no Inter. As peças são boas, tendo inteligência e comprometimento tático o Inter entra forte na briga pelo tetra brasileiro.
Abraços,
Rai Monteiro.


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