| Foto: Divulgação/Google |
Duas notícias marcaram a semana tricolor: a demissão do diretor de futebol do clube, Adalberto Baptista, e o afastamento do experiente zagueiro Lúcio, que vem falhando em seguintes jogos. Tornando tudo mais prático, coloquei os dois assuntos em um post só.
Morumbi, São Paulo x Inter, primeiro tempo. Lúcio tenta sair jogando de novo, como se fosse um meia, mais uma vez de forma atrapalhada. Perde a bola. Lançamento para Leandro Damião, que domina, corta Rodrigo Caio e bate no canto. Mais uma derrota do São Paulo, mais uma no Morumbi. Depois do jogo, Lúcio, criticado por Autuori, brigou com o treinador. E as consequências não foram boas.
Após ter arrumado confusões com parte do elenco, Ney Franco e Paulo Autuori, além de ter sido o principal responsável pela nossa eliminação na Libertadores, Lúcio foi afastado. Treinando separadamente, o atleta deve ser negociado e não joga hoje, contra o Corinthians. Também está fora da excursão que o Tricolor fará no exterior, cujo início é nessa semana.
Para o clássico de amanhã, além de Lúcio, Aloísio (suspenso) e Luis Fabiano (machucado) estão fora. Tudo indica que Ganso comece a partida no banco de reservas.
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Na última quinta-feira, Adalberto Baptista entregou o cargo de diretor de futebol do São Paulo Futebol Clube. Criticado pela torcida e não querido pelo elenco há algum tempo, Adalberto foi aconselhado por Juvenal Juvêncio a deixar o cargo e não relutou em fazê-lo.
Adalberto chegou no clube em 2011, com uma empresa que ajudou Juvenal a salvar o ano sem nenhuma dívida. Acabou ficando por lá. Nunca foi um homem querido pelos jogadores e teve seu trabalho criticado por diversas vezes. Crítica que se intensificou nesse ano, depois de exigências por reforços que não vieram, cobrança em cima dos que vieram e principalmente após a vexatória eliminação na Libertadores, quando o pedido para que Adalberto e Juvenal deixassem o São Paulo veio com força das arquibancadas.
Depois de 11 jogos sem vencer e 8 derrotas seguidas, o diretor não aguentou. Bateu de frente em uma discussão com o ídolo máximo da torcida tricolor, Rogério Ceni, e se viu praticamente obrigado a deixar o cargo - até escreveu uma carta de demissão para os são-paulinos (ver no final do post).
Obviamente, a saída de uma pessoa que não é querida pelos próprios atletas do clube e que não vinha fazendo um bom trabalho internamente é boa para o nosso Tricolor. A demissão de Adalberto Baptista é mais uma daquelas notícias que nos dá esperança para o futuro em relação à renovação da diretoria são-paulina, que já há algum tempo se mostra ineficiente e ultrapassada.
João Paulo de Jesus Lopes, vice-presidente de futebol do São Paulo, assume o cargo interinamente. O novo diretor deve ser anunciado em poucos dias. O nome mais especulado é o de Rui Costa, atualmente no Grêmio, responsável pelas contratações de Vargas, Barcos e André Santos, entre outros.
Juvenal Juvêncio também resolveu criar mais um cargo na área administrativa do clube. Um superintendente de futebol deve ser contratado logo para auxiliar esse futuro diretor. O perfil que buscam para o Tricolor é um ex-jogador, são-paulino. Raí, Leonardo e Pintado seriam nomes espetaculares, na minha opinião, mas só o último foi citado como possível alvo do São Paulo.
A carta de demissão do ex-diretor Adalberto Baptista, na íntegra:
"Venho pela presente comunicar o meu pedido de desligamento do cargo de Diretor de Futebol Profissional e de Base do São Paulo Futebol Clube.
Ao longo do período de aproximadamente dois anos e dois meses em que permaneci no cargo, dediquei-me integralmente à função que exerci de forma voluntária e movido pelo sentimento de amor ao São Paulo que nutro desde os primeiros dias da minha infância.
Quero aqui expressar meu mais sincero agradecimento a todos os funcionários do Departamento de Futebol Profissional e de Base do São Paulo, a todos os atletas e integrantes das comissões técnicas com quem tive excelente convivência durante todo esse período.
Ao lado deles, em face do intenso relacionamento que mantive no cotidiano dos treinos, jogos e viagens, vivi momentos que me trouxeram enormes alegrias e lembranças que jamais me abandonarão.
Agradeço, especialmente, ao Presidente Juvenal Juvêncio pela confiança em mim depositada, pelos conselhos recebidos, pelas orientações, pelo carinho e pela oportunidade da convivência e, na sua figura, a todos meus companheiros desta Diretoria que, sem dúvida, seguirão trabalhando para manter o nosso São Paulo como sendo a referência que é quando se trata de um Clube grande e vencedor.
Também agradeço aqui ao torcedor do São Paulo Futebol Clube pela alegria demonstrada em momentos de enorme felicidade. Destaco, nesse sentido, a conquista da Copa Sul-Americana 2012 e da vaga para Copa Libertadores 2013, com uma campanha brilhante no Segundo Turno do Campeonato Brasileiro. Jamais me esquecerei da felicidade única do torcedor são-paulino na apresentação do Luis Fabiano, contratado depois de longa e difícil negociação, lotando o Estádio do Morumbi num dia de semana à tarde para receber o seu ídolo repatriado, assim como a felicidade demonstrada após o desfecho positivo de tantas outras contratações de jogadores consagrados, com passagens pelas seleções brasileiras principal e de base, que vieram a se juntar ao nosso elenco após duras negociações.
Reconheço as dificuldades do momento atual, mas reafirmo minha mais absoluta confiança no sentido de que o elenco atual do São Paulo e sua Comissão Técnica reúnem todas as condições para superarem os obstáculos e ainda proporcionarem grandes alegrias à nossa coletividade.
Reafirmo aqui meu compromisso de estar sempre ao lado do Presidente Juvenal Juvêncio e do São Paulo Futebol Clube em tudo aquilo que puder colaborar, agora como torcedor, mas sempre, e acima e antes de tudo, continuando a ser o são-paulino orgulhoso que sempre fui, vestindo a nossa camisa e as nossas três cores e cantando sempre, e apenas, o nosso maravilhoso hino.
Salve o Tricolor Paulista!
Adalberto D. Baptista"
Diogo Magri
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