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| Foto: Superesportes |
PÓS-JOGO: ATLÉTICO 1X2 CRUZEIRO
O Galo entrou em campo podendo até perder por dois gols de diferença para sair com o título de campeão Mineiro pelo segundo ano consecutivo, mas nem precisou utilizar toda vantagem obtida na partida de ida. Após o susto no primeiro tempo, quando Dagoberto marcou dois gols de pênalti, a equipe reagiu e voltou a jogar o que sabe na etapa final. Título merecido e que premia o melhor futebol do Brasil no momento.
O Cruzeiro precisava de gols e saiu em busca disso logo no início. Num lance de infelicidade de Gilberto Silva, que chegou atrasado numa dividida e cometeu pênalti, Dagoberto abriu o placar aos 17 minutos. Há quem reclame de falta na origem da jogada, mas a verdade é que o árbitro Leandro Vuaden deixou, até de forma forçada em alguns momentos, o jogo correr.
Richarlyson, que vinha tendo boas apresentações nos últimos jogos, fez uma falta "sem querer" em Borges dentro da área, em um lance que não resultaria em perigo algum. Dagoberto converteu novamente a penalidade máxima e colocou fogo na decisão. As melhores jogadas do Galo no primeiro tempo foram um gol bem anulado de Diego Tardelli e uma bola da trave do lateral Marcos Rocha.
Porém, o cenário mudou totalmente na volta do intervalo. O Galo, que estava atuando de forma muito defensiva, passou a atacar e se movimentar mais do meio pra frente. O Cruzeiro, já sem o mesmo fôlego, escapou de levar o gol quando Jô acertou a trave e Réver cabeceou no canto obrigando Fabio a operar um pequeno milagre no Mineirão.
Quando a partida se encaminhava para um final dramático, Egídio saiu jogando errado. Luan, que havia entrado no lugar de Bernard, invadiu a área e foi derrubado. Coube a Ronaldinho fazer o gol do título. Marcos Rocha teve a chance de empatar após grande jogada, mas acabou finalizando mal.
Ainda deu tempo de Luan dar um carrinho por trás e ser expulso, mas não tinha mais jeito. ATLÉTICO, CAMPEÃO MINEIRO DE 2013!
COMENTÁRIOS E NOTAS
Víctor: Fez ótimas defesas e não cometeu uma única falha. Foi, talvez, o segundo melhor em campo (perdendo para o goleiro rival). Nota: 9.
Marcos Rocha: Também teve atuação destacada, mesmo no primeiro tempo quando a equipe vinha mal. Quase teve sua atuação coroada com um golaço no final do jogo. Nota: 9.
Gilberto Silva: Bem na maior parte do tempo, mas teve a atuação comprometida pelo pênalti cometido. Nota: 6.
Réver: Seguro na defesa. Por pouco não fez um gol. Nota: 8.
Richarlyson: Apareceu pouco e cometeu um pênalti desnecessário. Nota: 5,5.
Josué: Não foi tão bem como em aparições anteriores. O time sentiu bastante a falta de Pierre, especialmente no começo. Nota: 6,5.
Leandro Donizete: Também sem grande destaque, mas, assim como toda equipe, melhorou na etapa final. Nota: 6,5.
Bernard: Correu demais, mas faltou efetividade. Acabou sendo substituído. Nota: 6,5.
Ronaldinho: Não jogou tudo que sabe, mas foi decisivo. Marcou o gol do título e fez algumas jogadas de efeito. Nota: 7,5.
Diego Tardelli: Não faltou raça, mas errou alguns passes que não costuma errar. Nota: 7.
Jô: Acertou a trave, mas também não jogou tanto quanto em outras partidas da temporada. Nota: 7.
Entraram: Luan, Alecsandro e Leonardo Silva.
A CAMPANHA
Cuca optou por priorizar a Libertadores e escalou time misto na grande maioria das partidas do estadual. Mesmo assim, o elenco mostrou força e venceu 9 dos 11 jogos da primeira fase, ficando com a segunda melhor campanha. Alguns jogadores, como o jovem Luan, ganharam moral com a torcida e tiveram a chance de mostrar futebol.
Nas semifinais, o adversário foi o Tombense. Porém, a equipe do interior foi presa fácil. O 7x1 no placar agregado credenciou o Atlético a disputar a final e defender o título de campeão mineiro.
No quesito artilharia, Jô foi o principal jogador. Foram 6 gols marcados, sendo que 1 deles no primeiro jogo da final.
Números: 15 jogos / 12 vitórias / 3 derrotas / 41 gols marcados / 14 gols sofridos.
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Que seja o primeiro título de muitos neste que tem tudo para ser um ano inesquecível para todos os atleticanos. Motivos para acreditar nisso não faltam. A meta agora é a Libertadores da América! VAMOS GALO!

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