A fantástica fábrica de lesões

Valdívia que caiu no gramado com a mão na coxa, sai de campo com a mão no rosto. O que se passa, Mago? (Foto: Marcos Ribolli)

Ai Valdívia, o que realmente você quer? O que realmente nós, torcedores do Palmeiras queremos de você? Alguns defendem a sua permanência na equipe de Palestra Itália independentemente dos seu alto índice de lesões, já outros querem ver você, Valdívia, longe do Verdão.

 O que eu penso sobre você? Pra falar a verdade, eu sou bastante reticente sobre a figura de Valdívia no elenco do Palmeiras. Sua qualidade técnica é incontestável, os poucos minutos no qual o chileno atuou pelo Palmeiras na última partida, contra o São Paulo, já é exemplo disso. Sua entrada no time titular já mudou a postura do Verdão em relação as ultimas partidas, porém o excesso de lesões que o mesmo sofre é o resultado de uma inconstância que o mesmo tem diante ao próprio elenco. Sua presença melhora a equipe tecnicamente, porém quando não podemos contar com Jorgito, ficamos refém de um esquema de jogo que não funciona sem ele e o time se perde dentro das quatro linhas.

No começo deste ano quando ele decidiu jogar, Valdívia se tornou nosso principal reforço, mas logo as lesões voltaram a aparecer. Veio Bruno César, jogador que vinha para fazer sombra sobre o Mago, porém o mesmo não deu conta do recado e virou mais um peso morto nesse limitado elenco alviverde.

Veio a Copa do Mundo e Valdívia foi com ela. Atuou apenas uma partida como titular na equipe que foi até as Oitavas de Final e justamente nesta partida, marcou um belo gol contra a Austrália em Cuiabá. Jogou bem.

Ao término da Copa do Mundo Valdívia voltou, mas na verdade não voltou, porém voltou sim. Ninguém sabia onde estava Valdívia. O meio campo foi negociado pelo Palmeiras com o futebol Árabe. O seu destino era o Al Fujirah dos Eminados Árabes, tudo já estava certo entre Palmeiras, Valdívia e Sheiks. O jogador foi recepcionado pelo novo clube e quando ia assinar o contrato... melou. Os Sheiks falam em suposto descumprimento de acordo de Valdívia com o clube árabe, dizendo que na hora de assinar o contrato, o chileno pediu um salário maior do que o combinado. Já Valdívia disse que não entendeu nada sobre e sumiu.

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Ninguém sabia onde estava o Wally, fazendo uma analogia pura e simples da série de contos infantis de Martin Handford e o Wally fora achado com sua espora curtindo "férias" na Disney. Bonitinho ele, né!? O time dos Eminados Árabes não acerta contrato com ele e o mesmo ao invés de voltar imediatamente pro Palmeiras vai e tira férias.  Segundo Valdívia, o descanso foi dado pelo clube árabe antes da não assinatura do contrato.

Enfim, Valdívia voltou, treinou, jogou e se machucou contra o São Paulo. Seus pouquíssimos minutos em campo nesse domingo confirmou que o chileno tem futebol, mas que sua constante série de lesões é algo como se fora um câncer para o Palmeiras.

Quando Valdívia caiu ao gramado do Pacaembu aos 18 minutos do Primeiro Tempo do clássico deste fim de semana, pôs a mão na coxa e saiu com a mão no rosto. A pancada foi na parte posterior da coxa direita (lugar onde Valdívia já obteve uma série de lesões), após uma dividida com Paulo Henrique Ganso, mas o que os exames pós jogo confirmaram que na verdade o que preocupa é uma lesão na face que o mesmo sofreu no treino desta sexta feira. Uma lesão com efeito retardado.

Com essa lesão detectada, Valdívia chega a sua 14ª contusão desde o seu retorno ao Palmeiras em 2010. A lesão em dose dupla desse domingo é mais uma dentre as inúmeras de um Mago que podeira muito bem usar a sua magia para chutar as lesões para longe, porém as chuta no vácuo.

O jogador que já passou até por biopsia para evitar a tal incomoda série de lesões, pode novamente desfalcar o Palmeiras, dessa vez na partida desta quarta, contra o Sport. O possível desfalque seria, a priori, pela lesão na coxa. Tal lesão pode levar Valdívia a nova cirurgia, esta no final do ano, para que a temporada de Jorgito pelo Verdão não possa ser ainda mais atrapalhada. Já sobre o rosto, Valdívia colocará uma máscara protetora e se fosse apenas essa lesão, o meia já estaria apto a jogar na quarta.

Enfim, no final a pergunta que fica é: Valdívia, até quando essa sua fantástica fábrica de lesões vai continuar a funcionar?

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Autor: fábio

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