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| Foto: Sou Goiano, Meu Time Também |
A tabela do Brasileirão já foi divulgada e a primeira
“batalha” do nosso esmeraldino é fora de casa contra o rubro-negro carioca.
Ao
contrário do que esperam, ainda não tratarei sobre o devido confronto e não analisarei
o time do Goiás taticamente, até porque ainda tem “muita água pra passar
debaixo da ponte” e seria muito precipitado de minha parte. Como os times do
eixo possuem uma torcida muito grande aqui no estado, principalmente a torcida
do Flamengo, resolvi falar um pouco sobre a campanha “Sou Goiano, Meu Time
Também” e esclarecer algumas falácias.
Primeiro: A campanha não obriga ninguém a torcer pelos times
goianos.
Segundo: A campanha não tem como base a violência.
Citei os dois principais argumentos que os torcedores dos
outros times utilizam para denegrir o movimento.
O real objetivo da campanha
O foco principal é fazer com que os goianos passem a olhar
com carinho os times que representam o nosso estado. É fazer com que o nosso
povo abrace o nosso futebol. É ocupar todo o espaço dedicado a torcida mandante
e não deixar que nos calem dentro de nossa própria casa. É empurrar nossos
times. É leva-los a campeonatos importantes em busca de títulos importantes. É
conquistar o respeito de outros torcedores. É deixar de comemorar apenas
Campeonato Goiano e passar a almejar coisas maiores. No entanto, os times
precisam de vocês. Um time sem torcida torna-se apático. Os jogadores ficam
desmotivados, a diretoria não sente a obrigação de montar um time competitivo.
O movimento NÃO apoia a violência. Existe sim uma minoria de
torcedores que envergonham e denigrem a campanha. Não é batendo, não é tomando
camisa, não é colocando o “terror” que atingirão a meta que foi traçada. Essas
atitudes apenas fazem com que as pessoas sintam ódio e se afastem cada vez mais
dos times daqui. Acima de qualquer coisa, deve haver o respeito.
Segundo o Marcos Rafael Paiva, que representa a torcida do
Goiás no movimento:
“Para que o futebol goiano cresça é necessário que o nosso
povo abrace-o. Muitas vezes a população local reclama da fragilidade dos
clubes, sem perceber que talvez seja ela própria a maior contribuinte para que
exista essa deficiência, principalmente financeira. A cultura de se torcer para
os clubes de fora e esquecer os daqui, fez com que o futebol goiano parasse no
tempo, e criou um abismo financeiro quase que insuperável. É isso que nosso
movimento busca, diminuir esse abismo, resgatando o orgulho do goiano em
acompanhar e apoiar somente um clube do seu estado. É importante lembrar que
todos tem o livre arbítrio para torcer para quem quiser, nosso movimento está
em crescimento graças ao respeito que temos com o torcedor goiano, independente
de qual time ele torça. A grande maioria dos adeptos hoje, tiveram dois times
no passado, e aos poucos passaram a compreender a importância de se valorizar
nosso futebol, isso se deu graças ao movimento estar sempre de portas abertas
para debater, esclarecer e argumentar de
forma saudável e respeitável com os torcedores, estamos abertos a críticas e
sugestões dos interessados em conhecer como trabalhamos.”
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