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| Nelson Perez/Fluminense F.C |
Na noite da última quinta-feira, o Fluminense foi até o Couto Pereira enfrentar o Coritiba e pelo Brasileirão e saiu derrotado por 2x1. Com isso, o tricolor perdeu os 100% de aproveitamento no torneio e a chance de ser líder no fim da quarta rodada e com um jogo a menos.
Nosso tricolor mais amado do Brasil, atual campeão brasileiro de uma forma incontestável e que tinha como principal característica ser cirúrgico e as vezes parecer dominado para depois dar o bote, teve suas próprias armas viradas contra a cabeça. Teve um volume de jogo maior, mais finalizações, desperdiçou e foi castigado no fim. Outro erro fatal foi deixar o maestro do adversário jogar e como consequência disso, perdeu a partida. Méritos para o agora líder do campeonato, Coritiba.
O jogo foi bem movimentado, aberto e com chances para os dois lados. Logo no início, o Coritiba conseguia levar vantagem em sua marcação e com isso, foi melhor nos primeiros minutos. O Flu marcava corretamente, mas deixava espaço para Alex pensar, o que não pode acontecer de jeito nenhum. Um jogador do naipe dele, tem que ter alguém mordendo o calcanhar a partida toda. Não teve e com sua genialidade, livre e tranquilo, lançou Robinho que entre dois apareceu dentro da área e abriu o placar.
Ficamos atortoados com o gol durante mais uns cinco minutos, até que então o Flu resolveu colocar a bola no chão e jogar, envolvendo o Coxa, que vinha marcando bem até então. Em um desses avanços do nosso tricolor, Wágner cobrou um escanteio que achou Carlinhos na primeira trave, que subiu e testou bonito, para o fundo das redes. 1x1.
A partir do gol, dominamos a partida, tendo o adversário nervoso e perdido em algumas ocasiões. Prova disso foi o bom número de contra-ataques que tivemos e foram desperdiçados. Nem o intervalo esfriou o Flu, que continuou no segundo tempo com mais posse de bola e tendo as melhores oportunidades, que infelizmente, foram desperdiçadas.
O Coritiba errava o que tentava, não conseguia trocar quatro passes seguidos e teve duas chances em quase todo o segundo tempo. Depois de certo momento, com o domínio da partida, mas sem conseguir virar o jogo, o Fluminense me pareceu meio satisfeito com o resultado, mesmo jogando sempre no campo defensivo do Coxa, em cima, mas sem aquela pressão toda. O tempo foi passando e como no futebol, quem não faz, leva, o castigo veio no fim.
Aos 42, Rafinha e Alex, o maestro coxa-branca, tabelaram na intermediária tricolor, nossos marcadores foram em cima do baixinho veloz, deixando Alex livre, que carregou até próximo da meia-lua e largou um balaço. G-O-L-A-Ç-O. Como já expliquei em outras oportunidades, todo golaço merece o caps lock. Festa da torcida mandante, que comemorava por ter um verdadeiro camisa 10 e por ser líder do Brasileirão. Fim de jogo.
Após o término da partida, eu me perguntava como o Fluminense tinha coragem de deixar Alex livre. Como se já não bastasse a prova no primeiro tempo, deixaram mais uma vez o cara conduzir a bola livre. Apesar de estar no começo do torneio, aquela bomba e o golaço mexeram com meu brio. O torcedor tricolor está mal acostumado.
Como ponto positivo do time, destaco Rhayner, que mesmo a gente já conhecendo seu estilo, ainda consegue nos impressionar por todo o empenho e luta. Vai e volta, termina o jogo esgotado, com a camisa encharcada de suor.
Negativamente... Bom... Uma imagem fala mais que mil palavras, correto? Então, vejam vocês, clicando AQUI . O sorriso do senhor da foto após o fim da partida abraçado com Alex é a imagem do ano. Contra o Fluminense, obviamente. E essa AQUI?
Agora o tricolor mais amado do Brasil é o oitavo após o término da quarta rodada. No final de semana, enfrenta o Goiás em Macaé.
Saudações tricolores.

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