São Paulo 1x1 Arsenal: Não era o dia

Complicado, viu, Fabrício. 4 pontos em 3 jogos, sem sair do Brasil / Eduardo Viana/LANCEPRESS!

Ontem, nada deu certo. Opa, engano. Uma coisa deu: a linda jogada do gol. Mas só. Muitas bolas na trave, vários erros de marcação e um árbitro que errou o máximo possível resumiram o empate decepcionante naquela noite, no Pacaembu, contra o Arsenal de Sarandí, pela Libertadores - foi 1x1.

Falando sobre o jogo, eu mesmo tive dificuldades para assisti-lo. Vivi um drama. Tudo por causa do péssimo horário escolhido pela Conmebol (19h15) e do fato de a minha aula de inglês terminar às 20h10. Fiz de tudo para faltar, mas o jeito foi acompanhar o placar pelo celular. Acabou a aula, saí, entrei no carro para voltar e gol. Golaço, segundo o narrador do rádio. 1x0, no último lance do primeiro tempo. Cheguei feliz em casa.

Fui logo ver os melhores momentos e que golaço do Jádson. A jogada começou com ele, Aloísio "roubou" a bola mas devolveu de uma forma espetacular. Calcanhar na bola, matando todos os defensores. O 10 ajeitou e fuzilou as redes. Também vi bolas na trave e boas jogadas. O jogo prometia.

Mas, com três minutos passados (inclusive já perderam um gol nesse tempo), falha na defesa pelo lado direito e o argentino apareceu livre. Ele cruzou, NINGUÉM tirou a bola e um jogador deles apareceu livre do lado esquerdo. Cruzou, bateu na mão do Cortez, pênalti. Um daqueles lances de interpretação, em que você tem que considerar o fato do camisa 6 estar a 0,5 metro da bola e com os braços colados no peito.

Enfim, Benedeto não desperdiçou. 1x1.

A partir daí, foi uma pressão considerável são-paulina. Saíram Fabrício, Wellington e Aloísio; entraram Ganso, Maicon e Cañete. Não adiantou. Quer dizer, o time chegou o tempo todo e conseguiu chutar. Mas não entrou, a eficiência foi nula. Não era o nosso dia. Além disso, cada contra-ataque certo deles era um Deus nos acuda. Os laterais eram avenidas. A zaga, completamente perdida. Partida pífia de todos os defensores.

E ainda teve o Luis Fabiano. Eu estava puto demais pra ver o que ele tava fazendo, mas tenho certeza de que sofreu um pênalti claro não dado. E, aí, depois do jogo, foi reclamar. Há perseguição e ele sabe disso. Não que o árbitro fique na cola dele, mas sabe o que o jogador já fez, qual a sua fama. Então não tem outro jeito, se não jogar futebol e só se preocupar com isso. Esquece os erros do senhor que acha que sabe de tudo. Faça gols, só isso.

Agora não tem muita escolha. É ganhar o clássico, no domingo, e ganhar do Arsenal, na Argentina. Claro que dá. Se quer ganhar alguma coisa, tem que dar.

Avante, meu Tricolor!


Diogo Magri

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Autor: Diogo Magri

17 anos, são-paulino do interior. Tenho trauma de bola parada, de pênaltis e de elogios ao goleiro antes do fim do jogo. No C11, falo de futebol europeu. Na vida, tento sofr... digo, ser jornalista.
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