Difícil de digerir

Nelson Perez/Fluminense F.C
 Fluminense e Huachipato se enfrentaram na noite da última quarta-feira, mais conhecida como ontem, no Engenhão, em partida válida pela quarta rodada do Grupo 8 da Taça Libertadores da América. E o Fluzão... Ah, o Fluzão...

 Sob os olhares de pouco mais de 13 mil torcedores presentes no estádio, me incluindo nessa conta, nosso tricolor mais uma vez tropeçou na Libertadores e mais uma vez no Rio de Janeiro. Não digo em casa porque nossa casa não é o Engenhão e sim as Laranjeiras, mas de qualquer forma, tropeçamos em nossos domínios.

Com um primeiro tempo avassalador, o Fluminense mostrou que tinha totais condições de golear o time chileno, maior prova disso foi o número de finalizações e cruzamentos feitos a favor do tricolor, enquanto Diego Cavalieri assistia a partida de camarote.

Conseguimos o gol na metade da etapa incial após muita pressão e falha grotesca do goleiro Velloso, que obrigou Nuñez a fazer pênalti em Deco. Fred, com tranquilidade, converteu.

Continuamos em cima no restante da primeira etapa, quem estava nas arquibancadas se sentia satisfeito com a atuação.

Jogadores tão marcados pela torcida como Carlinhos e Thiago Neves, ontem foram os melhores em campo. O primeiro correndo de forma acentuada e jogando com muita confiança, enquanto Thiago Neves estava sempre presente nas jogadas, buscando os chutes, aparecendo para o jogo. O time estava muito bem postado, até chegar o segundo tempo...

Mostrando uma face totalmente diferente do início da partida, o Fluminense jogava sem vontade de ampliar o placar. As bolas não chegavam mais redondinhas, os passes não eram aproveitados. Questão de tempo para a situação ficar feia.

Em um único contra-ataque até então, o Huachipato empatou, quando após cobrança de falta quase que dentro da área, em bate rebate, Nuñez deixou a torcida tricolor preocupada, 1x1.

Fomos pra cima na arquibancada, apoiamos o time em busca do desempate, mas o time não correspondeu, já era tarde. Houve um apagão inexplicável.

Totalmente frustrados e preocupados, nossa torcida teve um gesto precipitado ao gritar que o time era sem vergonha, sendo que há três meses atrás gritávamos "tetracampeão", mas não tiro a razão, levando em conta que talvez isso seja o estopim para esse time acordar pra vida definitivamente. Libertadores não permite brechas, se der sopa, vai embora sem pena.

Somos líderes do grupo 8 com 7 pontos e um jogo a mais que o Grêmio, que vem com 6 e é o segundo colocado, além de ser nosso próximo adversário, fora de casa, na Arena Grêmio, daqui a um mês.

Agora o time tem 10 dias de treinamento intensivo antes de iniciar a Taça Rio, segundo turno do estadual. Tempo é o que não vai faltar pra arrumar a casa. Ou vai, ou racha.

Saudações tricolores.

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Autor: Clayton Mello

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